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Estado de Minas FALTA DE PLANEJAMENTO

Queiroga culpa Pazuello por falta de vacinas da CoronaVac nas cidades

Atual ministro da Saúde afirmou que antecessor deu orientação errada às prefeituras ao contraindicar armazenamento de segunda dose em estoque


02/05/2021 21:58 - atualizado 02/05/2021 22:20

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CoronaVac está em falta em sete capitais brasileiras, inclusive Belo Horizonte(foto: Fábio Marchetto/Divulgação)
CoronaVac está em falta em sete capitais brasileiras, inclusive Belo Horizonte (foto: Fábio Marchetto/Divulgação)
 

 

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, culpou o ex-titular da pasta, general Eduardo Pazuello, pela falta de vacinas da CoronaVac nas cidades brasileiras. No momento, sete capitais estão com a aplicação da segunda dose do imunizante suspensa pelo desfalque.

 

Segundo Queiroga, a escassez "decorre da aplicação da segunda dose como primeira dose". Isso porque Pazuello contraindicou as prefeituras a armazenar injeções para garantir a finalização do esquema vacinal.

 

A ideia do general era ampliar a imunização com a primeira dose “para dobrar a aplicação”. Assim, as prefeituras vacinariam o respectivo público-alvo com carregamentos futuros, ainda não garantidos, o que não é aconselhado por especialistas.

 

Isso porque problemas acontecem na produção das vacinas, sobretudo no caso da CoronaVac, que depende de matéria-prima vinda do exterior.

 

O chamado Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA) do imunizante vem da China, onde está sediada a Sinovac Biotech, parceira do Instituto Butantan na fabricação.

 

Só nesta quinta (6/5), o Instituto Butantan prevê entrega de mais doses da CoronaVac.

 

Esse carregamento será de 1 milhão de vacinas. Na outra segunda (10/5), o Butantan prevê entrega de mais 2 milhões de ampolas. Nos dias 12 e 14, mais 2,1 milhões de imunizantes. Ou seja, 5,1 milhões de injeções nas próximas duas semanas.

 

As informações são do colunista Lauro Jardim, do jornal “O Globo”. Em BH, a prefeitura suspendeu a imunização dos idosos entre 64 e 67 anos, com a segunda dose, por falta de vacinas.

 

A situação crítica também atinge as prefeituras de Aracaju, Fortaleza, Porto Alegre, Porto Velho, Recife e Rio de Janeiro.


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