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Estado de Minas PANDEMIA

Anvisa sobre Sputnik: 'Não há interesse em negar a importação de vacina'

Antônio Barra Torres, presidente da agência, convocou coletiva de imprensa após fabricante da vacina russa afirmar que vai processar Anvisa por difamação


29/04/2021 16:37 - atualizado 29/04/2021 18:41

Segundo Barra Torres, a Anvisa ,''atendendo ao interesse público'', esclareceu a decisão que barrou a importação da Sputinik(foto: Agência Brasil/Reprodução)
Segundo Barra Torres, a Anvisa ,''atendendo ao interesse público'', esclareceu a decisão que barrou a importação da Sputinik (foto: Agência Brasil/Reprodução)
Após negar a importação da vacina russa Sputnik V, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) fez um comunicado para refutar as acusações feitas pela fabricante da vacina.

"Estamos aqui para refutar uma grave acusação que impacta na credibilidade da agência do estado brasileiro. A Anvisa foi acusada de mentir, de fazer fake news sobre o adenovírus replicante quando não autorizou o uso da vacina na nossa população”, afirmou Antônio Barra Torres, presidente da agência.
 
De acordo com ele, não há "interesse em negar a importação de qualquer vacina". 

Ainda segundo Barra Torres, a Anvisa “atendendo ao interesse público” esclarece que as informações sobre a presença de adenovírus replicante constam nos documentos oferecidos pelo fabricante da Sputnik V.

 
“O desenvolvimento de uma vacina é complexo e é normal que sejam necessários ajustes", disse.
 
A Anvisa ainda expôs um vídeo de uma das reuniões. “Iremos apresentar na tarde de hoje prova de que a Anvisa atuou com documentos enviados pelo próprio desenvolvedor, no qual este identificou a definição da presença do adenovírus replicante. Não há nessa instituição, Agência de Nacional de Vigilância Sanitária, nenhuma pessoa que tenha qualquer interesse ou júbilo em negar a importação de qualquer vacina”, afirmou o diretor-presidente da Anvisa, Antonio Barra Torres, durante a fala inicial.

Logo depois, o gerente-geral de medicamentos e produtos biológicos do órgão, Gustavo Mendes, explicou que a empresa atesta no próprio dossiê que o processo de fabricação das partículas RAD5-SCOV2 pode produzir partículas replicantes, que são aquelas que vão espalhar pelo corpo, o que não é esperado para uma vacina.

“O desenvolvimento é complexo e é de absoluta normalidade as necessidade de ajustes, portanto a Anvisa, no cumprimento do seu dever, está sempre receptiva para avaliar novos estudos e informações que podem ser enviadas no processo de autorização do uso emergencial ou em pedidos de importação”, completou Antônio Barra Torres.


Entenda


No fim da manhã desta quinta-feira (29/4), o Instituto Gamaleya, que fabrica a vacina russa Sputnik V, disse que vai processar a Anvisa por difamação. Isso porque o imunizante teve a autorização de importação negada na segunda-feira (26/4).

Segundo os diretores da Anvisa, o declínio da vacina foi realizado após uma recomendação da área técnica do órgão e reforçaram que, com base nos estudos, não ficaram garantidas a segurança e a eficácia da vacina. 

A fabricante alega que a Anvisa deixou de importar a vacina por uma decisão política e “espalhou informações falsas e imprecisas intencionalmente”.


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