
No momento em que praticamente todo o Brasil tem ocupação de leitos de UTI acima de 80%, o presidente do Conselho Nacional dos Secretários de Saúde (Conass), Carlos Lula, fez uma alerta: a situação grave de colapso iminente vai durar, pelo menos, oito semanas.
Em entrevista à CNN nesta sexta-feira (19/3), ele fez uma previsão nada otimista: os sistemas de saúde devem continuar operando em sua capacidade máxima e sendo pressionados até maio.
"A tendência é que isso permaneça, nada aponta que vá diminuir agora. Talvez em meados de maio, se a gente tiver vacinado a população acima de 60 anos até o final de abril, tenha uma redução para 15 a 20 mil mortos por mês. Antes disso é improvável uma diminuição", prevê o especialista.
Carlos Lula diz que espera atitudes do Ministério da Saúde, como a aquisição de equipamentos e medicamentos para intubação. Nessa quinta-feira, 13 governadores enviaram ofício ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmando que os remédios para UTIs estão em falta nos estados.
Providências
"Já faltam respiradores, monitores, o Brasil já não tem mais bombas de infusão no mercado para vender. Vai faltar medicamento para intubar pacientes. Se não tiver um comitê diário de crise para monitorar isso e o Ministério da Saúde tomar providências, as próximas semanas serão ainda mais duras", alerta.
Além da falta de insumos e medicamentos, o Brasil sofre com a ausência de profissionais de saúde para os hospitais.
Em Minas Gerais, a Fhemig abriu contratação de médicos, enfermeiros e outros especialistas, mas não preencheu as vagas.
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