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Estado de Minas IMUNIZAÇÃO

Fiocruz: 'Em breve, vacina poderá ser totalmente nacionalizada'

Presidente da fundação diz que, sem esforço da ciência e do SUS, imunizantes não teriam saído a tempo


23/01/2021 18:09 - atualizado 23/01/2021 19:38

Primeira mulher a ocupar a cadeira de presidente da Fiocruz, Nísia Trindade valoriza o SUS e o esforço da ciência(foto: FIocruz/Divulgação)
Primeira mulher a ocupar a cadeira de presidente da Fiocruz, Nísia Trindade valoriza o SUS e o esforço da ciência (foto: FIocruz/Divulgação)
 

A presidente da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Nísia Trindade Lima, afirmou que a vacina contra a COVID-19 que está sendo produzida na instituição "em breve poderá ser totalmente nacionalizada", ou seja, não dependerá mais da aprovação de países fornecedores para ser fornecida à população brasileira. 

 

Neste sábado, saíram da sede da Fiocruz, no Rio, 2 milhões de doses da vacina desenvolvida pelo laboratório Astrazeneca e pela Universidade de Oxford, parceiros da fundação na produção da imunização brasileira.

Os caminhões com as doses deixaram a sede da fundação em direção ao departamento de logística do Ministério da Saúde para que sejam distribuídas aos estados.

A cidade de Manaus, que passa por um colapso no seu sistema de saúde, terá prioridade e ficará com 5% do total das doses.

"É uma esperança que vem da ciência, do esforço da tecnologia e da inovação do País. Sem o Sistema Único de Saúde (SUS) e o Programa Nacional de Imunizações (PIN) nada seria possível. É no conhecimento científico que se encontra o caminho de continuidade e sustentação da vacinação", afirmou Nísia Trindade, durante a cerimônia que marcou o início da distribuição da vacina AstraZeneca/Oxford.

Ela acrescentou que crises como a atual devem ser vistas como um caminho de aprendizado e de fortalecimento das instituições e da democracia.

Concluída a cerimônia, foram feitas as primeiras vacinações, de 10 trabalhadores da fundação, escolhidos por estarem na linha de frente do Centro Hospitalar COVID-19 e de pesquisas.

Os primeiros foram o infectologista do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz), Estevão Portela, e a médica pneumologista do Centro de Referência Professor Helio Fraga, da Fiocruz, Margareth Dalcolmo. Ambos têm atuado na linha de frente da assistência a pacientes de Covid-19 desde o início da pandemia.


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