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Estado de Minas RACISMO

Homem que empurrou e xingou delegado de ''macaco'' permanece preso

Ex-estudante de engenharia também chamou o delegado Ricardo Viana de "viado". Ele está preso e passará por audiência de custódia


08/08/2020 18:32 - atualizado 08/08/2020 18:43

(foto: Daniel Ferreira/CB/D.A Press)
(foto: Daniel Ferreira/CB/D.A Press)

O homem de 34 anos acusado de xingar o delegado Ricardo Viana de "macaco", permanece preso no Departamento de Controle e Custódia de Presos (DCCP), no Complexo da Polícia Civil, no Parque da Cidade, no Distrito Federal. O suspeito foi detido na noite de sexta-feira (7), e irá responderá por injúria racial, ameaça, vias de fato, injúria e porte de drogas. Ele passará por audiência de custódia, e um juiz irá estipular fiança para a liberação. 

Ricardo Viana estava em uma unidade da rede McDonald's na QI 23, no Lago Sul, acompanhado da filha, de 15 anos, quando sofreu o ataque. Enquanto o delegado aguardava o lanche, questionando à filha a senha do pedido, o acusado, que é ex-estudante de engenharia elétrica da Universidade de Brasília (UnB), iniciou as ofensas.
"O suspeito estava muito alterado, e simplesmente teve um ataque de fúria. Virou-se para o delegado Ricardo Viana e disse: 'você está gritando, seu macaco', empurrando-o. O acusado continuou as ofensas, e um comandante da Polícia Militar, que estava no local, tentou intervir", explica o delegado Rogério Borges, da 1ª Delegacia de Polícia (Asa Sul), responsável pela investigação. 

O morador do Lago Sul também teria chamado Ricardo Viana, que é chefe da 3ª DP (Cruzeiro), de "viado", e dito que iria "pegá-lo". O investigador se identificou e deu ordem de prisão, momento em que o suspeito fugiu. "Só que ele esqueceu a chave do carro na lanchonete e, ao retornar, foi preso por uma equipe da PM que já estava no local, e encaminhado para a 1ª DP", acrescenta Rogério Borges. 

O suspeito foi indiciado por injúria racial, por ter chamado Ricardo Viana de "macaco"; injúria, ao chamá-lo de "viado"; ameaça, pois disse que iria "pegá-lo"; vias de fato, por ter empurrado e jogado um chinelo contra o delegado; e porte de drogas, uma vez que foram encontrados dois cigarros de maconha no carro dele. O acusado já tinha passagem anterior por episódio de racismo e lesão corporal.

Em nota, a franquia do McDonald's lamentou o caso. "A empresa repudia toda e qualquer forma de discriminação e está à disposição das autoridades para colaborar nas investigações", informou. 


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