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Estado de Minas PARANOÁ

Cão que atuou em Brumadinho auxilia bombeiros na busca por advogado sumido em lago de Brasília

Bombeiros iniciaram o quarto dia de buscas pelo advogado. Além do cachorro, os militares contam com barcos, sonar e mergulhadores


04/08/2020 11:54 - atualizado 04/08/2020 12:07

O pastor alemão consegue identificar os odores do corpo caso este esteja no fundo do lago(foto: Ed Alves/CB/DA Press)
O pastor alemão consegue identificar os odores do corpo caso este esteja no fundo do lago (foto: Ed Alves/CB/DA Press)

Um cachorro que atuou nas buscas em Brumadinho (MG) está auxiliando os bombeiros nas buscas por Carlos Eduardo Marano, 41 anos, que desapareceu, nesse sábado (1º/8), no Lago Paranoá, em Brasília. 

Segundo o Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF), o pastor alemão consegue identificar os odores do corpo caso este esteja no fundo do lago. 

Além do animal, os bombeiros também realizam buscas com um sonar, 18 bombeiros e quatro agentes da marinha. Dois helicópteros e um bote inflável também estão em ativa nas buscas. 

Até as 10h30 desta terça-feira (4/8), os militares não haviam encontrado vestígios de Carlos. O advogado estava em uma lancha com outras 12 pessoas quando desapareceu. Os amigos não sabem informar se ele caiu ou pulou para nadar. Os bombeiros buscam por ele desde então. 

A família de Carlos Eduardo disse estar muito abalada com o acontecimento. Eles acompanham as buscas desde domingo.

Dificuldade na investigação


Uma amiga da família, que não quis se identificar, informou ao Correio que as possíveis testemunhas se recusam a colaborar. “Ontem, pediram para o piloto da lancha vir ajudar a delimitar um pouco mais a área, e refazer o caminho com os bombeiros, mas ele recusou e não apareceu. Às 17h20, ligou, falando que estava vindo, mas as buscas se encerram às 18h”, detalha.
 
Na manhã desta terça-feira (4/8), ele enfim teria aparecido para refazer o caminho. “Estão tendo que implorar para que essas pessoas que estavam na lancha ajudem com alguma informação”, critica a amiga.

A angústia de não obter respostas sobre o que ocorreu com Carlos Eduardo, mais conhecido como Dudu, tem crescido para os familiares. A irmã e o cunhado do advogado acompanham as buscas no Lago Paranoá, mas os pais dele precisaram ir para casa após passarem mal. 

“Tudo o que nós queremos é ajuda para acharmos logo o Dudu, nada além disso. Mas não há colaboração, com recusas persistentes de quem estava no local. Um dos pilotos até chegou a ajudar no domingo (2/8), mas depois se negou a prosseguir na procura e chegou a pedir para que o trabalho dos bombeiros fosse encerrado”, afirma a amiga.
 

OAB


Nesta terça-feira (4/8), a Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Distrito Federal (OAB/DF) soltou uma nota de pesar pelo desaparecimento do advogado Carlos Eduardo, no último sábado (1º/8). 

“O Corpo de Bombeiros trabalha nas buscas, seguimos com esperança nessa ação de encontrá-lo. A OAB-DF acompanha e coloca-se à disposição da família neste momento de angústia”, declarou Délio Lins e Silva Júnior, presidente a OAB.


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