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Estado de Minas

Terceira fase de testes da vacina contra o coronavírus desenvolvida no Butantan é aprovada

Vacina desenvolvida em parceria com laboratório chinês que já tinha a autorização da Anvisa passará agora a ser aplicada em voluntários recrutados


postado em 09/07/2020 11:45 / atualizado em 09/07/2020 12:31

(foto: Edesio Ferreira/EM/D.A Press)
(foto: Edesio Ferreira/EM/D.A Press)
A esperança de uma vacina eficaz e segura contra o COVID-19 está forte em todo o mundo e é o maior objetivo dos laboratórios. No Brasil, o instituto Butantan segue no desenvolvimento dela e com novidades. Na manhã desta quinta-feira (09), o governador do estado de São Paulo, João Dória (PSDB) anunciou em seu twitter que a Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep) autorizou o início da fase 3 de testes clínicos com a vacina, desenvolvida em parceria com o laboratório chinês Sinovac Biotech.

A terceira fase do estudo visa comprovar a segurança e a eficácia da vacina contra o novo coronavírus. Ao todo serão testado  9 mil voluntários que serão recrutados para participar do ensaio. A inscrição dos interessados deve ser feita em um aplicativo, com lançamento previsto para a próxima segunda-feira (13). A data de início dos testes, já anunciada anteriormente, permanece a mesma, dia 20 deste mês.

 

O diretor do Butantan, Dimas Covas, à frente do estudo com a “Coronavac” disse em entrevista à rádio CBN nessa terça-feira (7) que a vacina é considerada uma das mais promissoras do mundo e ainda afirmou estar otimista para disponibilizar o imunizante no Brasil  no fim deste ano ou no início de 2021. Segundo ele, nos estudos preliminares, mais de 90% dos participantes desenvolveram anticorpos desejados.

Quem pode participar da pesquisa?

Os testes serão realizados em voluntários de São Paulo, Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Paraná, além do Distrito Federal. Os participantes não podem ter sido infectados pelo vírus, não devem participar de outros estudos e mulheres não podem estar grávidas ou planejar uma gravidez por três meses.

As pesquisas se iniciarão na faculdade de medicina da Universidade de São Paulo (USP) e, após autorização, serão realizadas também na Universidade de Brasília (UnB); no Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas, no Rio de Janeiro; no Centro de Pesquisa e Desenvolvimento de Fármacos da Universidade Federal de Minas Gerais; no Hospital São Lucas da PUC do Rio Grande do Sul e no Hospital das Clínicas da Universidade Federal do Paraná.

Teste parecido é feito com a vacina desenvolvida pela Universidade inglesa de Oxford, em São Paulo e no Rio de Janeiro.


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