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Estado de Minas

Mandetta garante apoio da China para combate ao coronavírus no Brasil: 'Esforço comum'

Ministro da Saúde detalhou conversa com embaixador chinês, na tarde desta terça-feira


postado em 07/04/2020 17:57 / atualizado em 07/04/2020 19:22

Ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta garantiu apoio da China ao Brasil no combate ao Covid-19(foto: Reprodução/Ministério da Saúde)
Ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta garantiu apoio da China ao Brasil no combate ao Covid-19 (foto: Reprodução/Ministério da Saúde)
Mesmo após atritos gerados por declarações do deputado Eduardo Bolsonaro, filho do presidente Jair Bolsonaro, e do ministro da Educação, Abraham Weintraub, o Brasil contará com apoio e cooperação da China no combate ao coronavírus (Covid-19). Isso foi o que garantiu o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, nesta terça-feira, em coletiva de imprensa.

Mandetta explicou que conversou com o embaixador da China no Brasil para assegurar que os dois países possam seguir trabalhando juntos no enfrentamento ao vírus. De acordo com o ministro, o ‘esforço comum’ ajudará na busca e aquisição de instrumentos e outros materiais produzidos por empresas chinesas para equipamentos de proteção individual (EPI’s).

“Para fazer a aquisição na China, o mercado estava extremamente aquecido e difícil. Hoje à tarde eu fiz um diálogo por telefone com o embaixador da China, e nós iniciaremos um trabalho conjunto, com o ministro adjunto, encarregado de negócios, para que cada compra, cada contrato, garantirmos o máximo de transparência, solidez e informações a respeito”, afirmou. 

Mandetta chamou a ajuda de ‘esforço comum’ entre os países e ainda afirmou que o Brasil deverá buscar os produtos com aviões do governo brasileiro. “Que a gente possa fazer isso contando com o apoio da embaixada da China aqui no Brasil. Sabemos da importância desse esforço comum entre Brasil e China neste momento para que possamos garantir que teremos os nossos equipamentos aqui.”

“Algumas coisas vamos ter que mandar aviões lá para buscar, precisamos de agilidade nesses trânsitos aéreos e por parte da embaixada, que também deve nos ajudar para que possamos entrar, pegar esse material e voltar. Isso num dia que vemos muita movimentação de comércio”, complementou.

Nessa tarde, o embaixador chinês Yang Wanming já havia adiantado o teor da conversa entre os governos e que estaria pronto a ajudar o Brasil. “Nesta tarde, na conversa telefônica com ministro Luiz Henrique Mandetta, coincidimos em reforçar a cooperação bilateral, especialmente entre os dois ministérios da saúde, para compartilhar experiências do combate à Covid-19 em prol do enfrentamento conjunto deste desafio global”, publicou em rede social.

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