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Estado de Minas

Marinésio se torna réu pela morte de funcionária do MEC e crime de estupro

O cozinheiro confessou ter matado a advogada Letícia Curado em 23 de agosto. A segunda acusação é relativa a um estupro ocorrido em 2013


postado em 08/10/2019 22:00

Marinésio dos Santos Olinto após ser preso, em agosto passado (foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)
Marinésio dos Santos Olinto após ser preso, em agosto passado (foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)
A Justiça acatou a denúncia contra Marinésio dos Santos Olinto, 41 anos, por dois crimes: um estupro ocorrido em 2013 e o assassinato da advogada Letícia Sousa Curado de Melo, 26. Neste crime, o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) acusa o cozinheiro de homicídio quintuplamente qualificado, tentativa de estupro, ocultação de cadáver e furto. 
 
As qualificadoras do homicídio da advogada são: feminicídio, motivo torpe, meio cruel, asseguração da impunidade do crime e dissimulação. O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) não divulgou mais detalhes sobre o processo, por correr em sigilo.
 
Letícia foi atacada na manhã de 23 de agosto, quando esperava transporte em uma parada de ônibus no bairro Arapoanga, em Planaltina, com o objetivo de ir para o trabalho, no Ministério da Educação (MEC), localizado na Esplanada dos Ministérios. Marisério passou com a Blazer prata e fingiu ser motorista de transporte pirata, para atrair a vítima. Agentes da 31ª Delegacia de Polícia (Planaltina) encontraram o corpo dela em 26 de agosto. A mulher morreu asfixiada, de acordo com o laudo cadavérico produzido pelo Instituto de Medicina Legal (IML), da Polícia Civil.
 
O cozinheiro está preso desde 24 de agosto, quando policiais encontraram o veículo dele. Os pertences de Letícia estavam dentro da Blazer. A denúncia do MPDFT foi entregue à Justiça em 19 de setembro, mesma data em que o Tribunal do Júri de Planaltina aceitou a proposta. Ainda no mesmo dia, a prisão temporária de Marinésio foi convertida em preventiva — ou seja, sem prazo para acabar. 
 
Acusação de estupro
 
Além do caso Letícia Curado, o TJDFT também tornou o acusado réu pelo estupro de uma mulher, atacada em Sobradinho, em 2013. A vítima afirma ter sido estuprada por Marinésio em uma estrada de chão da região administrativa. 
 
A Corte não forneceu mais detalhes sobre o crime. A Vara Criminal de Sobradinho aceitou a denúncia em 3 de outubro.
 
Marinésio deve se tornar réu por mais crimes ainda, incluindo outro homicídio. Na última quinta-feira (3/10), ele foi indiciado pela morte da auxiliar de cozinha Genir Pereira, 47 anos, encontrada morta em junho passado. Ele também confessou esse assassinato.


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