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Estado de Minas

Suspeitos de racha que matou duas pessoas devem se apresentar à polícia em Brasília

Três carros que, segundo testemunhas, faziam racha se envolveram em acidente com um quarto, onde estavam as duas vítimas que morreram


postado em 01/05/2017 12:48 / atualizado em 01/05/2017 12:57

(foto: Hugo Gonçalves/CB/D.A Press )
(foto: Hugo Gonçalves/CB/D.A Press )

Os suspeitos de participarem de um racha na L4 Sul que terminou com a morte de mãe e filho ficaram de se apresentar na 1ª Delegacia de Polícia (Asa Sul). O advogado do grupo entrou em contato com a unidade policial e garantiu que os três iriam espontaneamente à DP. Com isso, retira-se a situação de flagrante. Segundo a Polícia Civil, na manhã desta segunda-feira (1/5), o advogado esteve na delegacia para negociar a apresentação dos envolvidos, mas o acordo não foi concluído. 
 
Ao Estado de Minas, por telefone, o advogado Alexandre Vieira de Queiroz resumiu que "as pessoas serão apresentadas e colocadas à disposição das autoridades." Cada um dos suspeitos dirigia um Chevrolet Cruze prata, um Volksvagen Jetta preto e um Rand Rover Evoque. Eraldo José Cavalcante Pereira conduzia o Jetta, Fabiana de Albuquerque Oliveira o Cruze e Noé Albuquerque de Oliveira o Rand Rover. A mulher que dirigia o Cruze e o homem do Jetta são parentes. Todos saíram de uma festa no Lago Paranoá, onde atracaram uma lancha, e seguiram pela via L4 em direção a Águas Claras.
 
O acidente aconteceu por volta das 19h30 de domingo (30/4). A Polícia Civil investiga se o trio estava sob efeito de álcool. No entanto, segundo agentes do Departamento de Estradas de Rodagem do DF (DER-DF), o motorista do Rand Rover estava visivelmente bêbado.  Ele entregou a carteira de motorista, se recusou a fazer o bafômetro e fugiu da cena do crime. Há suspeita que ele seja um sargento do Corpo de Bombeiros. A condutora do Cruze também estava visivelmente bêbada, se recusou a fazer o teste do bafômetro, mas permaneceu no local, segundo informações do DER-DF. O cunhado dela, motorista do Jetta, fugiu em um Fiat Uno.

A batida aconteceu próximo a Ponte das Graças, sentido aeroporto. O carro onde a família estava, um Ford Fiesta de cor vermelha, foi atingido por um dos carros que participava da disputa irregular. A mãe Cleusa Maria Cayres, de 69 anos, e o filho Ricardo Clemente Cayres, 46, estavam no banco de trás do automóvel e morreram na hora. Osvaldo Clemente Caires, 72 anos, pai e marido das vítimas e o motorista Elberton Silva Quintão, 37 anos, cunhado de Ricardo foram socorridos e levados ao Hospital de Base.

Após ser atingido o veículo perdeu o controle, saiu da pista, bateu em uma árvore e capotou. Osvaldo tinha ferimentos na cabeça e no braço e Elberton não tinha ferimento aparente. O estado não era grave. Segundo os bombeiros, os dois estavam desnorteadas.

Confraternização familiar


Em uma mensagem publicada nas redes sociais uma pessoa próxima da família contou que todos estavam em um churrasco na casa do irmão de Ricardo no condomínio Ville de Montagne, no Lago Sul. Ricardo foi deixar os pais em casa no fim do dia e, como estava com a mão machucada, o cunhado foi dirigindo.

No carro o pai e marido das vítimas, Osvaldo Clemente, seguiu no banco do passageiro da frente e mãe e filho entraram atrás. Todos estavam com cinto de segurança. Ricardo era casado há 10 anos e, segundo a mensagem, vivia a melhor fase do relacionamento com a compra de uma casa. Ao se despedir da mulher, ele avisou: “Nega, me espera que volto para te buscar. Te amo”, mas não retornou.

“Internamente, uma família despedaçada. Uma mulher sem saber como recomeçar seus planos sem seu grande amor, um pai que perdeu a mulher e o filho, irmãos sem irmão. Tudo porque um grupo de imbecis assim decidiu. Enfim, muita tristeza e revolta”, diz a mensagem que circula nas redes sociais e em grupos de mensagens.

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