Pelo menos 112 pessoas precisaram de atendimento médico, segundo a Supervia (concessionária de trens que interligam a Região Metropolitana do Rio), depois que dois trens da empresa colidiram, às 20h20 de segunda-feira, na estação Presidente Juscelino, em Mesquita, na Baixada Fluminense. A maioria dessas vítimas não tiveram ferimentos, mas descontrole emocional - ficaram nervosas em função do acidente. Segundo o Corpo de Bombeiros, pelo menos 40 se feriram - as outras foram submetidas a avaliação médica e, após se acalmar, foram liberadas.
Conforme os bombeiros, a maioria daqueles que se machucaram sofreu ferimentos superficiais, mas até o final da noite de segunda-feira não havia informações oficiais sobre o estado de saúde delas. As causas do acidente também não foram esclarecidas.

O bancário Thiago Portela, de 28 anos, estava no trem que bateu na outra composição. "Tinha muita gente machucada, sangrando. Teve gente que caiu do lado de fora da plataforma. O outro trem ficou com a frente toda amassada. Teve gente com boca sangrando, com cortes. Era uma cena de guerra. Tinha uma fumaça grande e as pessoas acharam que o trem ia explodir. Parece que eu nasci de novo", contou ao site G1.
A circulação no ramal Japeri foi interrompido devido ao acidente e só deve ser retomada na manhã de hoje, depois que as composições fossem retiradas dos trilhos.
Segundo o secretário estadual de Transportes, Carlos Roberto Osório, o veículo que estava em movimento era um trem reformado, com manutenção em dia. Ele também informou que o condutor dessa composição saltou antes do acidente e não se feriu. Por isso, logo poderá prestar esclarecimentos sobre o acidente.
Atendimento
A maioria dos feridos foi encaminhada ao Hospital Geral de Nova Iguaçu (Baixada Fluminense), conhecido como Hospital da Posse, mas também foram usados hospitais como o Adão Pereira Nunes, em Duque de Caxias (Baixada Fluminense), e Getúlio Vargas, na Penha (zona norte do Rio). Nenhuma das unidades de saúde haviam divulgado balanço dos atendimentos até a noite de segunda-feira.
A Agetransp, agência reguladora de serviços públicos de transportes do Estado do Rio, instaurou uma investigação para apurar as causas do acidente, além de avaliar o atendimento prestado às vítimas e o procedimento para restabelecer a operação no ramal. A Supervia pode ser punida com multa, se for responsabilizada pelo acidente.
A concessionária divulgou apenas uma nota a respeito: "Às 20h20 desta segunda-feira, um trem que seguia da Central do Brasil para Japeri abalroou outra composição que se encontrava na estação Juscelino. O Corpo de Bombeiros e o Grupamento de Polícia Ferroviária foram imediatamente acionados para prestar o atendimento necessário. Técnicos da Supervia estão no local para apurar as causas do incidente e dar a assistência necessária aos passageiros. Devido a essa ocorrência, a circulação no ramal Japeri encontra-se suspensa. A Supervia prestará todo o atendimento necessário aos passageiros".
