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Estado de Minas

Morre mestre Delegado, o Pelé dos mestres-salas

Mestre dos mestres-salas da Mangueira faleceu vítima de câncer, no Rio de Janeiro


postado em 13/11/2012 08:22

Hélio Laurindo da Silva, o mestre Delegado, fazia questão de continuar a desfilar (foto: CARLOS ROSA/AGENCIA O DIA/ESTADAO CONTEUDO)
Hélio Laurindo da Silva, o mestre Delegado, fazia questão de continuar a desfilar (foto: CARLOS ROSA/AGENCIA O DIA/ESTADAO CONTEUDO)

O mestre dos mestres-salas, Delegado, da Mangueira, morreu ontem, aos 90 anos. Reverenciado como o maior da história do carnaval carioca, ele estava internado com câncer de próstata havia seis dias na Clínica Santa Branca, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Há três sábados, ainda era visto no ensaio na quadra da escola de samba – o Palácio do Samba, onde na noite de ontem foi realizado o velório. O enterro será às 10h, no Memorial do Carmo, no Caju, Zona Portuária do Rio.

Nascido no morro em 29 de dezembro de 1921, companheiro de muitos carnavais de Cartola e Nelson Cavaquinho, Hélio Laurindo da Silva era o presidente de honra da Mangueira. Havia sido escolhido por baluartes no ano passado, em substituição ao intérprete de sambas da escola, Jamelão, que morreu em 2008. O cargo, simbólico, é ocupado por figuras históricas da Verde e Rosa, com décadas de serviços prestados. No caso de Delegado, foram 36 anos só recebendo notas 10 dos jurados – o último foi em 1984, quando o Sambódromo foi inaugurado. O presidente da Mangueira, Ivo Meirelles, disse que a escola perdeu seu mais ilustre ícone vivo, e convocou todos ao velório la quadra da agremiação: “Que todos venham vestidos a caráter, com as cores da Mangueira, para reverenciar essa lenda. Ele era a maior referência dessa escola. A Mangueira perdeu seu pai, e todos nós aqui ficamos órfãos com a morte do Delegado”.


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