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Estado de Minas

Nova York fecha escolas em alguns bairros para frear segunda onda do coronavírus

Os alvos são alguns bairros do sul do Brooklyn e algumas áreas do leste e do sul do Queens, onde a taxa de testes positivos encontra-se acima de 3% há sete dias seguidos


05/10/2020 21:25 - atualizado 05/10/2020 21:30

O plano revelado no domingo pelo prefeito prevê também o fechamento temporário de todos os comércios não essenciais(foto: Angela Weiss / AFP )
O plano revelado no domingo pelo prefeito prevê também o fechamento temporário de todos os comércios não essenciais (foto: Angela Weiss / AFP )
O governador Andrew Cuomo anunciou nesta segunda-feira (5) o fechamento de escolas em nove bairros de Nova York a partir desta terça-feira, na tentativa de impedir que a cidade seja atingida por uma segunda onda de contaminações da COVID-19.


Cuomo adiantou em um dia a data definida pelo prefeito de Nova York, Bill de Blasio, que no domingo anunciou a intenção de fechar as escolas de diversos bairros da cidade a partir de quarta-feira.


Os alvos são alguns bairros do sul do Brooklyn e algumas áreas do leste e do sul do Queens, onde a taxa de testes positivos encontra-se acima de 3% há sete dias seguidos.


A medida irá afetar as escolas públicas e privadas, explicou Cuomo em coletiva de imprensa.


O plano revelado no domingo pelo prefeito prevê também o fechamento temporário de todos os comércios não essenciais, como os restaurantes, que reabriram as portas em Nova York em 22 de junho para entregas e atendimento de clientes ao ar livre.


Cuomo, porém, preferiu não fechar os restaurantes destes bairros e pediu que pontos mais específicos dentro das zonas delimitadas pela prefeitura fossem afetados.


"Os comércios destes bairros não têm uma capacidade de propagação [do vírus] importante. Estamos falando de pequenos comércios", justificou o governador.


Muitos comércios destas áreas se viram obrigados a fechar as portas definitivamente devido ao confinamento. Os que permanecessem abertos atravessam sérios problemas financeiros.


Dois dos bairros alvos tiveram uma taxa de testes positivos superior a 8% nos últimos sete dias. A maioria dos bairros têm uma forte população judia ortodoxa, que não vê com bons olhos o distanciamento social e o uso de máscaras.


No conjunto do estado de Nova York, a taxa de testes positivos segue baixa, em 1,22%.


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