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Estado de Minas

Conheça os países que mais censuram jornalistas no mundo

Relatório publicado pelo Comitê para a Proteção de Jornalistas (CPJ) aponta 10 países que utilizam estratégias para impedir a publicação de notícias


postado em 10/09/2019 17:11 / atualizado em 10/09/2019 19:14

(foto: Jung Yeon-je)
(foto: Jung Yeon-je)
Um relatório do Comitê para a Proteção de Jornalistas (CPJ) publicado nesta terça-feira (10) apontou os 10 países que mais censuram os jornalistas ao redor do mundo. Segundo a organização, as nações utilizam estratégias nacionalistas, como controle completo da mídia veiculada em seu território, e táticas mais modernas, como cerceamento do acesso à internet, redes sociais e vigilância digital dos jornalistas e de suas famílias.


O topo do ranking é ocupado pela Eritrea, país localizado no Chifre da África. Lá, o presidente Isaías Afewerki está no poder desde 1993. O motivo para a nação africana ocupar o primeiro lugar do ranking é a proibição de jornais independentes e mídias estrangeiras no país. A lei vigora desde 2001 e a mídia é estatal, com linhas editoriais definidas pelo poder executivo do país.

 

A situação no país subsaariano vai além. Informações apuradas pelo CPJ dão conta de que pelo menos sete jornalistas morreram nas prisões da Eritrea desde 2001. Em junho de 2019, um grupo de mais de 100 jornalistas e ativistas africanos enviou uma carta aberta ao presidente Afewerki pedindo para visitar os jornalistas presos no país. O Ministério da Informação da Eritrea considerou o pedido "inapropriado".

 

Em segundo lugar no ranking de países mais censores está a Coréia do Norte. O país, do líder Kim Jong-Un, tem um artigo em sua Constituição que instaura a liberdade de imprensa. Apesar disso, toda a informação que circula pelo território é emitida pela Korean Central News Agency (KCNA), agência estatal oficial.

 

Um dos exemplos mais claros da forte censura no país asiático foi a condenação a dois jornalistas e seus editores, em 2017. Son Hyo-rim e Yang Ji-ho publicaram uma entrevista com os autores do livro North Korea Confidencial (Coreia do Norte Confidencial). A obra conta, com base em entrevistas com desestores do regime de Kim Jong-Un, a rotina dos cidadãos do país. Um tribunal norte-coreano considerou a pauta como "grave insulto a dignidade do país", resultando na condenação a execução.

 

(foto: Adalberto Roque / AFP)
(foto: Adalberto Roque / AFP)
 Único país do hemisfério ocidental a ocupar um lugar na lista do CPJ, Cuba mantém controle editorial sobre todos os meios de comunicação, e as informações que circulam devem atuar "conforme os fins da sociedade socialista". Outro ponto que contribui para a limitação da informação na ilha é a dificuldade de acesso à internet. O governo introduziu o acesso à internet para uso doméstico em 2017, mas 4 gigabytes de dados custam até US$ 30, equivalente ao salário mensal médio dos trabalhadores do país.

 

Em abril de 2019, o jornalista Roberto de Jesús Quiñonez, que escreve para o site Cubanet, foi detido em frente ao Tribunal Municipal de Guantánamo. Roberto estava cobrindo um julgamento que acontecia no tribunal, e foi levado para a delegacia sofrendo várias agressões físicas. O trabalhador está proibido de deixar o país e foi condenado a um ano de prisão por delitos de resistência e desobediência.

 

 

Confira o ranking dos 10 mais da censura no mundo:

 

1) Eritrea
2) Coréia do Norte
3) Turcomenistão
4) Arábia Saudita
5) China
6) Vietnã
7) Irã
8) Guiné Equatorial
9) Bielorrússia
10) Cuba

 

* Estagiário sob supervisão da editora Liliane Corrêa


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