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Estado de Minas

Argentina pede moratória ao Fundo Monetário Internacional

O ministro das Finanças disse, de qualquer modo, que o diálogo não altera o cumprimento das metas atuais já fechadas com o Fundo


postado em 28/08/2019 19:48 / atualizado em 28/08/2019 20:00

Mauricio Macri, presidente da Argentina(foto: Juan MABROMATA / AFP )
Mauricio Macri, presidente da Argentina (foto: Juan MABROMATA / AFP )
A Argentina pediu moratória, nesta quarta-feira (28), ao Fundo Monetário Internacional (FMI). O objetivo é a revisar os vencimentos da dívida do país, que é de US$ 56 bilhões.
 
PAGAMENTOS DE DÍVIDAS 
 
O ministro das Finanças da Argentina, Hernán Lacunza, anunciou nesta quarta-feira que o governo do presidente Mauricio Macri propôs ao Fundo Monetário Internacional (FMI) que se inicie o diálogo para rever os vencimentos da dívida com a instituição. A informação foi dada durante entrevista coletiva, na qual Lacunza também anunciou medidas para tentar controlar o quadro de instabilidade local, entre elas a extensão dos vencimentos de dívida de curto prazo para investidores institucionais, como bancos e seguradoras.
 
Lacunza disse que deve haver uma reunião com representantes do FMI "nas próximas semanas" para se discutir a revisão da dívida argentina com o Fundo. Segundo ele, esse diálogo será de mais longo prazo e necessariamente será concluído apenas no próximo governo, seja ele de Macri ou de outro nome. Candidato favorito à presidência, o oposicionista Alberto Fernández tem insistido na necessidade de renegociar os termos do acordo com o FMI, que atualmente seriam inviáveis, segundo o político.
 
O ministro das Finanças disse, de qualquer modo, que o diálogo não altera o cumprimento das metas atuais já fechadas com o Fundo. Lacunza também ressaltou que os pagamentos da dívida não serão interrompidos, mas que a extensão para o pagamento daquelas de curto prazo com investidores institucionais permitirá retirar pressão nos meses anteriores ao primeiro turno presidencial, marcado para 27 de outubro. Os pagamentos a pessoas físicas prosseguirão normalmente, complementou a autoridade, citando ainda que as medidas anunciadas hoje foram antes informadas ao FMI.
 
Lacunza também afirmou que o governo irá "iniciar um prazo de extensão de vencimentos da dívida com legislação estrangeira", também no âmbito das medidas para acalmar o quadro antes da disputa eleitoral. Segundo ele, Macri lhe deu como missão impedir que o dólar e a inflação não subam mais. Ele solicitou ainda que os candidatos à presidência se comuniquem com prudência e que a preservação da estabilidade seja vista como objetivo prioritário e comum pelas forças políticas no país. 
 
Com informações de Estadão Conteúdo 


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