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Estado de Minas

'Meus dados também foram obtidos pela Cambridge Analytica', disse Zuckerberg

Revelação foi feita pelo executivo durante audiência na Câmara dos Deputados nos Estados Unidos, onde o executivo enfrenta maior pressão do que na audiência realizada nesta terça-feira no Senado


postado em 11/04/2018 16:06 / atualizado em 11/04/2018 16:22

(foto: AFP )
(foto: AFP )

O presidente executivo (CEO) do Facebook revelou nesta quarta-feira, que está entre os 87 milhões de usuários do Facebook que tiveram suas informações coletadas pelo quiz This is your digital life, criado pelo pesquisador Aleksandr Kogan e depois vendidos à empresa de inteligência Cambridge Analytica. A revelação foi feita pelo executivo durante audiência na Câmara dos Deputados nos Estados Unidos, onde o executivo enfrenta maior pressão do que na audiência realizada ontem no Senado.

A informação foi revelada pelo executivo ao responder a pergunta da deputada Anna Eshoo, que representa o Vale do Silício. É a primeira vez que o executivo menciona que seus dados pessoais foram coletados pelo aplicativo. Como na época que o aplicativo foi criado, a plataforma do Facebook permitia o acesso a dados pessoais de amigos, não é possível saber quantas pessoas conectadas ao perfil de Zuckerberg tiveram seus dados coletados também por Kogan: o número de amigos do executivo não é exibido em seu perfil no Facebook, somente o número de seguidores, ao contrário dos perfis comuns.

O executivo está enfrentando forte pressão na Câmara dos Deputados nessa quarta-feira, 11, um dia depois de ter passado por uma audiência mais fácil no Senado americano. Desde o início da sessão, os deputados têm sido bastante agressivos nas perguntas ao executivo, que em vários momentos se mostrou incomodado com os questionamentos. Alguns deputados, para otimizar o tempo de quatro minutos de questionamento, pediram a Zuckerberg para que ele respondesse apenas sim ou não às perguntas. O executivo se mostrou irritado quando isso aconteceu.

Em sua fala, a deputada Anna Eshoo afirmou que os "danos do Facebook à democracia são incalculáveis" e questionou o executivo se ele sente uma responsabilidade moral em construir uma plataforma para proteger a democracia. Ele respondeu apenas que sim.

(Bruno Capelas e Claudia Tozetto)

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