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Estado de Minas AUDIÊNCIA BACKER

Caso Backer: Justiça define data para interrogatório dos 10 réus

Os réus são acusados de lesão corporal, homicídio e tentativa de homicídio culposo por meio de contaminação de alimentos


01/09/2023 12:16 - atualizado 01/09/2023 12:40
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cerveja Belorizontina, tem uma rótulo de cor branca e roxa, em sua maioria
Dez pessoas morreram intoxicadas ao consumirem a cerveja Belorizontina (foto: AFP/DOUGLAS MAGNO)
 
A Justiça marcou a data das audiências para interrogatório dos 10 réus no caso da cervejaria Backer. O juiz Alexandre Magno de Resende Oliveira, da 2ª Vara Criminal de Belo Horizonte, vai ouvir os réus nos dias 28, 29 e 30 de novembro deste ano, no Fórum Lafayette. 
 
Os réus são acusados de lesão corporal, homicídio e tentativa de homicídio culposo por meio de contaminação de alimentos. Em dezembro de 2019, uma linha de produção das cervejas da Backer foi contaminada por dietilenoglicol, matando 10 pessoas por intoxicação ao consumirem a cerveja Belorizontina. 
 
A Justiça lembra que o responsável técnico da cervejaria, Paulo Luiz Lopes, era também réu no processo, mas morreu depois de sofrer um acidente vascular cerebral em 27 de setembro de 2020 e, claro, teve extinta a sua punibilidade. 
 
Testemunhas de acusação e de defesa, como vítimas, funcionários, parentes dos donos da empresa e de pessoas que já faleceram, além de técnicos especialistas em produção de cerveja, já depuseram na Justiça.
 
A Backer foi procurada pela reportagem, mas até o momento não houve retorno.  

Acordo

Em julho, o Ministério Público e a Cervejaria Três Lobos, responsável pela Backer, fizeram um acordo para indenizar as vítimas de intoxicação no consumo da cerveja Belorizontina
Os termos firmados prevêem um pagamento de danos extrapatrimoniais individuais na casa dos R$ 500 mil para cada vítima e mais R$ 150 mil para cada familiar de primeiro grau. "A decisão foi para extinguir a ação civil pública, mas o processo criminal não foi encerrado", informa a Justiça.

Relembre o caso 

Em dezembro de 2019, antes do surgimento da pandemia do coronavírus, o Brasil ficou atônito pelo caso Backer, como ficou nacionalmente conhecido. 

O caso foi da contaminação das cervejas da Backer por dietilenoglicol na linha de produção da fábrica, no Bairro Olhos D'Água, na Região Oeste de BH, dando origem a uma complexa investigação sanitária e policial.

A substância altamente tóxica era utilizada no processo de resfriamento da cerveja. Ela vazou e entrou em contato com o produto final, que foi vendido e consumido.

No total, 29 pessoas tiveram problemas de saúde em decorrência da ingestão da “Belorizontina", cerveja da Backer, sendo que 10 pessoas morreram de intoxicação.


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