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Estado de Minas CRIME EM ARAXÁ

Justiça decreta prisão de empresário suspeito de torturar e matar homem

Empresário é o principal suspeito de dar choques elétricos em vítimas; polícia não confirma que elas furtaram suposto carregador, o que teria motivado o crime


30/06/2022 11:57 - atualizado 30/06/2022 12:26

imagem ilustrativa de um martelo de juiz
A Justiça de Araxá determinou a prisão preventiva do principal suspeito no mesmo dia do pedido feito pela PCMG (foto: Creative/Commons/Divulgação)
O juiz Renato Zouain Zupo, da 1ª Vara Criminal da Comarca de Araxá, decretou nessa quarta-feira (29/6) a prisão preventiva de um empresário, de 50 anos, apontado como o principal suspeito de crimes de tortura seguida de homicídio de Dione Rodrigues de Jesus, de 31 anos, e também de tortura e lesão corporal grave de um outro homem, de 37 anos.

O suspeito, que teria cometido o crime por desconfiar que a dupla torturada teria furtado um carregador de bateria dele, segue foragido.
 
O crime aconteceu na noite dessa segunda-feira (27/6), por volta das 22h, em Araxá, no Triângulo Mineiro. Dois funcionários da empresa foram presos em flagrante pela PM depois que o empresário teria os deixado, junto com a vítima que morreu, em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da cidade.
 
De acordo com o delegado responsável pelo caso, Vinicius Ramalho, os dois suspeitos que foram presos no dia do crime disseram, em depoimento, que quem praticou os choques elétricos foi o empresário.
 
Ainda conforme os depoimentos dos dois suspeitos, que estão detidos em presídio local, eles foram chamados pelo patrão para dar um susto nas vítimas. O empresário desconfiava que a dupla torturada teria furtado um carregador de bateria dele.
 
“Mesmo assim os três envolvidos estão respondendo pelo mesmo crime que é tortura seguida de homicídio e tortura seguida de lesão corporal grave. Vamos ter que ouvir novamente a vítima que sobreviveu porque no dia do crime ela estava em estado de choque”, contou o delegado.

Anda segundo Ramalho, por enquanto nenhum advogado de defesa do empresário entrou em contato com a polícia. “Tenho 30 dias para concluir o inquérito policial, independente do empresário se apresentar ou não”.
 
Com relação à denúncia de suposto  furto do carregador de bateria feita pelos dois suspeitos presos contra as vítimas, Ramalho disse que esse fato não foi confirmado.

Dinâmica das torturas

 
Ainda segundo o delegado responsável pelo caso, as sessões de torturas em galpão de empresa do principal suspeito contra as vítimas aconteceram na noite da última segunda-feira, mas em ocasiões diferentes.

“Primeiro, os suspeitos levaram para o galpão, a vítima que sobreviveu, sendo que ela conseguiu fugir e procurar atendimento na UPA. Em seguida, eles pegaram a vítima em outro ponto da cidade, sendo que esta foi a que não resistiu aos choques elétricos e já chegou sem vida na UPA. As vítimas são pessoas que ficam nas ruas e tem problemas com drogas. O homem que sobreviveu já teria sido funcionário da empresa do principal suspeito”, explicou.

 


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