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Estado de Minas SUL DE MINAS

Causa da morte de mãe de autista foi 'precipitada', diz delegado

Informação de a morte da mulher teria sido devido a um infarto foi de uma funcionária do IML, em São Sebastião do Paraíso; caso é investigado


20/05/2022 15:56 - atualizado 20/05/2022 19:07

Polícia Civil
Polícia Civil aguarda laudo pericial para apontar a causa da morte (foto: Polícia Civil - divulgação)

A Polícia Civil abriu um inquérito para apurar a causa da morte de uma mulher, de 39 anos, em São Sebastião do Paraíso, no Sudoeste de Minas. O caso foi descoberto pelo irmão da vítima, que encontrou o corpo da mulher e o filho dela autista na casa. Uma funcionária do IML, em São Sebastião do Paraíso, teria divulgado a causa como infarto, mas a informação teria sido precipitada.

O corpo de Ana Paula foi econtrado na última segunda-feira (16/05), pelo irmão, Elias Souza. O funileiro teria dado falta da irmã, quando decidiu ir até a casa dela, no Bairro Jardim Itamarati. 
 

O filho dela, que é autista e tem apenas seis anos, estava ao lado do corpo da mãe, que estava em estado de decomposição. De acordo com a polícia, a criança não teria conseguido expressar o que de fato aconteceu. 

A suspeita, no momento, era de que a mulher tinha cometido suicídio, já que havia deixado comida pronta, biscoitos e suco, para que o filho se alimentasse. Mas segundo a polícia, a hipótese foi descartada no IML. A causa da morte teria sido divulgada como infarto, que pode ter acontecido há cerca de 10 dias.

Mas a Polícia Civil abriu um inquérito para apurar a causa da morte e aguarda resultados de exames. "A informação divulgada de infarto teria partido de uma funcionária do IML, mas ela foi precipitada. Ainda precisamos aguardar os resultados dos exames do material enviado para Belo Horizonte. Ainda não podemos afirmar o que aconteceu", diz Rafael Gomes, delegado responsável pelo caso. 

O delegado explica que não há, até o momento, indícios de crime. "Claro que tudo ainda é preliminar. Estamos aguardando o laudo da perícia", ressalta o delegado. 
 
O corpo de Ana Paula, que era assistente social, foi enterrado na cidade. O filho dela passou por consulta médica e ficou sob os cuidados do pai. 
 


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