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Estado de Minas INTERIOR DE MINAS

Quatro asilos de Uberaba são interditados: 'situação catastrófica'

'Há uma cultura de permissividade no caso dos idosos, e os asilos se tornaram depósitos de gente', destacou o promotor Rafael Moreno


05/05/2022 19:55 - atualizado 05/05/2022 19:55

Parede mofada em um dos asilos interditados essa semana em Uberaba
Parede mofada em um dos asilos interditados essa semana em Uberaba (foto: Rafael Moreno/Divulgação)
Paredes mofadas, falta de alimentos ou alimentos vencidos, banheiros precários, estruturas comprometidas e alvarás irregulares: essas foram algumas das irregularidades de quatro asilos de Uberaba, no Triângulo Mineiro, que foram interditados pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) nessa semana.
 
O promotor Rafael Moreno, da 14ª Promotoria de Justiça em Defesa da Saúde, destacou, em entrevista à "Rádio JM", que a situação dos locais é “catastrófica”. “Os agentes encontraram irregularidades que colocam em risco a saúde e a vivência dos idosos. Posso falar com muita tranquilidade que estamos apenas no começo", disse.
 
A situação é grave. Há situações em que as pessoas vivem em lugares insalubres, com baratas no chão e com falta de comida”, contou o promotor, que complementa que os nomes dos locais não serão divulgados para manter o processo judicial vigente.
 
Segundo relato de idoso de um dos asilos interditados, que preferiu não se identificar, muitas vezes eles comem apenas arroz puro ou uma sopa rala de fubá nas refeições. “Há muitos dias não sei o que é fruta, verdura e legumes”, lamentou.

“Vista Grossa” e “depósito de gente”

O promotor Rafael Moreno acredita que há “vista grossa” das autoridades públicas com relação às irregularidades encontradas em asilos de Uberaba. “Há uma cultura de permissividade no caso dos idosos, e os asilos se tornaram depósitos de gente”, disse, preocupado.

Falta de cuidado da família

Moreno também apontou outro problema que vários idosos de Uberaba enfrentam que é a dificuldade de realocação deles após interdições de instituições.
 
“A obrigação do cuidado é da família, mas, em muitos casos, o núcleo familiar é o causador dos abusos ou não tem condições de manter o parente na rotina. Nesta ocasião, a obrigação é do Poder Público, assumida pelo Governo Municipal”, explicou o promotor de justiça.


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