Jornal Estado de Minas

MUDANÇA

Kalil: máscaras não serão mais obrigatórias em BH nos lugares abertos


As máscaras faciais, uma das proteções essenciais contra o contágio do coronavírus, vão deixar de ser obrigatórias a partir desta sexta-feira (4/3) em Belo Horizonte. O anúncio foi feito pelo prefeito Alexandre Kalil (PSD) e confirmado pela prefeitura, que afirmou que o decreto será publicado amanhã (4/3).





“Está determinado pelo Comitê de Saúde que vamos desobrigar a máscara em locais abertos em Belo Horizonte”, afirmou o prefeito em entrevista à TV Record.

“O comitê já se reuniu e falou que não precisa. Eu aconselho usar. Claro que vamos preservar o transporte público e locais fechados. Estamos aliviando a cidade pelo esforço que foi feito, pelo sacrifício que foi feito por toda população. Reconhecemos e vamos ajudar”, explicou.

'Medida sensata'

A microbiologista Viviane Alves, professora do Departamento de Microbiologia do Instituto de Ciências Biológicas da Universidade Federal de Minas Gerais, é uma das especialistas que defenderam o uso de máscaras durante o início da pandemia e agora acha prudente abandonar o objeto considerando uma série de prerrogativas.


“Considerando a queda no número de casos, uma queda no número de mortes, avanço da vacinação. Hoje, Minas Gerais é o 5º estado na cobertura vacinal. Então, é uma medida sensata nos ambientes abertos. Só que as pessoas têm que ter consciência que, mesmo em ambientes abertos, manter a proximidade é um risco”, alerta.





Outros cuidados

A especialista lembra que ainda há variantes do coronavírus circulando e, embora seja uma decisão adequada com relação aos dados epidemiológicos da pandemia, há que se ter cuidado.

“Desde que as pessoas mantenham distanciamento, esse ambiente tenha circulação de ar adequada, como parques e praças, não há problema nenhum em ficar sem máscara, mas uma vez que haja aglomeração, em que as pessoas estejam, por exemplo, num bar que seja no lado aberto, mas esse bar tem mesas muito próximas, é tentar usar a máscara.”

Viviane comenta também as aglomerações registradas durante o Carnaval. “As pessoas têm aglomerado e não usado máscara, como a gente viu aí manifestações voluntárias de Carnaval e isso é um problema porque a proximidade entre as pessoas é um risco”, reforça.





Imunossuprimidos

A microbiologista ainda orienta que pessoas com pouca imunidade não deixem de usar a proteção facial. “Aquelas pessoas que desejam continuar usando a máscara em ambientes abertos poderão fazê-lo. As pessoas que tiverem receio de se infectar, tem problemas com imunossupressão, ou seja, tem uma imunidade mais baixa ou debilitada por causa de medicamentos ou doenças genéticas, que se protejam”, recomenda.


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