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Estado de Minas COMOÇÃO NO INTERIOR DE SP

Casal morto em tragédia de Capitólio é enterrado: 'vai ser difícil sem ele'

Maycon Osti, que completaria 25 anos neste domingo (9/1) e Camila Silva, namorada dele, foram enterrados na manhã de hoje (10/1) em Sumaré, interior paulista


10/01/2022 19:03 - atualizado 11/01/2022 08:56

Cortejo em Sumaré para velar as vítimas de tragédia em Capitólio
Cortejo que saiu do Cemitério da Saudade, em Sumaré (SP), reuniu dezenas de pessoas (foto: Felipe Pereira/Especial para o EM)
Foram enterrados nesta segunda-feira (10/1) em Sumaré, no interior de São Paulo, os corpos de duas vítimas da tragédia de Capitólio, no Sudoeste de Minas Gerais. Maycon Osti, que completaria 25 anos ontem (9/1), e a namorada dele, Camila da Silva Machado, 18, foram velados no Cemitério da Saudade.
 
Dezenas de pessoas acompanharam o velório, que começou às 7h. O corpo de Camila foi o primeiro a ser enterrado. Apesar de ter nascido em Paulínia, cidade vizinha a Sumaré, Camila morou a vida toda no bairro Matão, que faz limite entre as duas cidades e Campinas.
 
Na hora do enterro de Maycon, às 9h40, houve grande comoção. O carro da funerária foi acompanhado por quase uma centena de pessoas.
 
"Era um menino bom, educado, que por onde passava levava um mutirão de gente atrás. Todo mundo aqui conhecia ele. Vai ser difícil sem ele", afirma a avó Marilene Carvalho

Jovem aproveitava as férias 

Maycon estava em Capitólio aproveitando as férias que tinha tirado do serviço no interior de São Paulo. Ele era mecânico de caminhões. Além da namorada, estavam a mãe, Carmem Silva, o padastro dela, Geovany Teixeira da Silva, 37 (companheiro de Carmem), Geovany Gabriel Oliveira da Silva, 14 (filho de Geovany), e Thiago Teixeira da Silva Nascimento, 35 anos (primo de Geovany).

Todos eles estavam na lancha que tinha como nome "Jesus", alugada para passeios na região rochosa. A embarcação foi a única atingida pela rocha - outras três foram afetadas pelo impactado na água causado pela pedra.


A família soube do acidente por volta das 13h. Um tio foi até Capitólio no próprio sábado (8/1) para fazer o reconhecimento dos corpos.
 
"O dono da lancha reconheceu a embarcação dele. Foi aí que ele falou que o pessoal que estava na lancha dele provavelmente havia morrido, porque estava tudo destruído.", disse Tânia Santos, mãe de Maycon.
 
Geovany, o filho e o primo serão enterrados em Minas Gerais. O corpo de Carmem vai vir para Sumaré, mas ainda não há data para o velório, já que ainda é necessária a liberação do Instituto Médico Legal (IML) de Passos, também no Sul de Minas, onde uma força-tarefa foi montada após a tragédia.


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