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Estado de Minas ESTÁGIO DE ATENÇÃO

Trabalhadores do metrô de BH fazem assembleia e aprovam estado de greve

Sindicato que representa a categoria questiona sobre o futuro dos empregados com uma possível privatização do modal na capital mineira


25/11/2021 20:35 - atualizado 25/11/2021 21:01

Imagem de assembleia do Sindimetro-MG
Assembleia com trabalhadores do metrô realizada na Praça da Estação, em BH, aprovou, por unanimidade, estado de greve (foto: Túlio Santos/EM/D.A Press)
Uma assembleia realizada pelo Sindicato dos Empregados em Transportes Metroviários e Conexos de Minas Gerais (Sindimetro-MG), na noite desta quinta-feira (25/11) aprovou, por unanimidade, a instalação do estado de greve entre os trabalhadores do metrô de Belo Horizonte. A categoria reivindica participação direta no processo de privatização da Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), que administra o modal da capital.

Com o estado de greve aprovado, não há uma data definida para a paralisação geral. No entanto, o sinal verde dá autonomia para que a categoria possa fazer uma assembleia decidindo pela interrupção da prestação de serviços a qualquer momento.

No fim de setembro, a Câmara dos Deputados e o Senado Federal aprovaram o projeto de lei que libera R$ 2,8 bilhões para a desestatização da Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) em BH. De acordo com o governo federal, o dinheiro será utilizado para a melhoria do metrô da capital mineira - incluindo a construção da Linha 2, que promete ligar o Calafate ao Barreiro. 

A questão também envolve o processo de cisão para criar o Veículo de Desestatização MG Investimentos S.A. Para o sindicato, parte dos R$ 2,8 bilhões destinados para a ampliação do metrô de BH vão acabar sendo usados no processo de privatização e não em melhorias no modal. Ao Estado de Minas, o presidente do Sindimetro-MG, Romeu Machado Neto, disse que a aprovação do estado de greve "acende uma luz amarela" para que a categoria seja chamada para um diálogo sobre o futuro dos empregados.

"A luz amarela foi acesa de que a qualquer momento podemos entrar em greve. Também foi aprovada, por unanimidade, a implementação da assembleia em caráter permanente. Isso significa que a qualquer momento, dispensada as formalidades, podemos chamar a categoria para uma assembleia para deliberar, inclusive sobre a greve", disse Machado Neto.

O presidente do sindicato disse que já enviou ofícios para que a categoria possa saber qual o futuro dos trabalhadores do metrô de Belo Horizonte. No entanto, a entidade ainda não foi respondida.

"Estamos tentando há algum tempo abrir um diálogo com o governo, tendo em vista que até agora o governo vem tomando todas as medidas para fazer a cisão de Belo Horizonte e a privatização, e nenhum momento cita qual será o destino dos trabalhadores do metrô e nem respondem aos nossos ofícios. Queremos abrir esse canal para poder ter oportunidade de manifestação e colocar as nossas ponderações, trabalhando no sentido de que os trabalhadores não sejam penalizados com essa decisão de privatizar o metrô", afirmou.

Mediação


No dia 15 de dezembro, o Sindimetro-MG e o governo federal terão uma audiência de mediação no Ministério Público do Trabalho (MPT). A expectativa é de que seja apresentado um posicionamento acerca do futuro dos trabalhadores do metrô de BH. No entanto, caso não haja uma posição concreta, pode haver uma assembleia para definir uma data para a paralisação dos serviços.

"Vamos para a audiência em estado de greve. O governo não chegando com nada concreto na mediação, aí a gente, inclusive no dia seguinte, pode convocar uma assembleia para definir uma data de paralisação", concluiu.

O Estado de Minas entrou em contato com a CBTU e aguarda retorno.


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