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Estado de Minas PASSA VINTE

Homem é preso com documento falso para exercer medicina no Sul de Minas

Formado no Paraguai, ele não tinha Revalida e falsificou documento com nome de médico que atende em Pouso Alegre, afirma delegado


16/11/2021 20:14 - atualizado 16/11/2021 20:20

Documento falso apresentado pelo médico formado no Paraguai à Prefeitura de Passa Vinte (MG)
Médico formado no Paraguai falsificou documento para apresentar à Prefeitura de Passa Vinte (MG) (foto: Reprodução Polícia Civil)
Um médico de Pouso Alegre, no Sul de Minas, formado no Paraguai foi preso após realizar consulta na rede municipal de Passa Vinte, na Serra da Mantiqueira. Apesar de a consulta parecer algo normal, o que levou a polícia a investigar Ramon Ferreira da Costa é que ele apresentou documentos suspeitos para a prefeitura.
 
O próprio município pediu ao delegado da Comarca de Aiuruoca que investigasse os documentos, como a carteira de registro no Conselho Federal de Medicina, que ele apresentou em nome de outro médico.
 
O município de Passa Vinte tem pouco mais de 2 mil habitantes. O flagrante foi solicitado pelo delegado para a Polícia Militar, que levou Ramon algemado na viatura após ele concluir a consulta. No consultório, foram apreendidos o celular dele, aparelhos médicos e receituários com carimbo e número de registro em nome do outro médico.
 
Esse profissional, que atende em Pouso Alegre, até desconfiou quando o delegado Ed Elvis Garcia o contatou para informar sobre a falsificação. Ele recebeu o contato do delegado quando estava em atendimento.
 
O delegado acrescenta que entrou "em contato com o Ministério da Saúde do Paraguai que confirmou que Ramon é formado no país", mas, que ele não tem o Revalida, prova exigida para médicos formados no exterior atenderem no Brasil, inclusive pelo SUS. Ramon informou que obteve os documentos com uma pessoa desconhecida no Paraguai, aponta o delegado.
 
O acusado está no presídio de São Lourenço e a investigação segue na Delegacia da Comarca de Aiuruoca. Ele pode ser indiciado por uso de documento falso, exercício ilegal da profissão com pena de sete anos mais multa. A reportagem não conseguiu contato com a defesa. (Nayara Andery/ Especial para o EM)


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