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Estado de Minas LESTE DE MINAS

'Conversas com o Rio Doce' relembra os seis anos do desastre de Mariana

Univale lança a coletânea de livros 'Conversas com o Rio Doce', criada para levantar discussões sobre o rio, seu papel na vida das comunidades ribeirinhas


05/11/2021 09:05 - atualizado 05/11/2021 09:43

lama cobrindo boa parte das regiões ribeirinhas na região de Mariana, em 2015
O Rio Doce, em 11 de novembro de 2015, com a lama chegando de Mariana (foto: Aílton Catão/ivulgação)
Os  seis anos do rompimento da barragem de Fundão, no distrito de Bento Rodrigues (MG), lembrados nesta sexta-feira (5/11) como o  maior desastre socioambiental da história do Brasil, ganharam um importante registro elaborado por pesquisadores da Universidade Vale do Rio Doce (Univale), de Governador Valadares.
 
Como muitas questões ainda continuam pendentes, a Univale lança a coletânea de livros “Conversas com o Rio Doce”, criada com o objetivo de levantar discussões sobre o rio, seu papel na vida das comunidades e suas histórias de antes e depois da lama que veio de Mariana impactou a vida no leito do rio e nas suas margens. 
 
O material é fruto de dois projetos desenvolvidos na Univale, tomando o Rio Doce como objeto de estudo, um apoiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), e outro pela Fapemig. O primeiro deles é chamado de “Relação com o saber e Educação Ambiental: uma pesquisa com estudantes em tempo integral”, o segundo é o “Conversando com a cidade: cartografia de territórios educativos em três bairros de Governador Valadares”. 
 
Os dois projetos são coordenados pela professora Maria Celeste Reis, e vinculados ao programa de mestrado em Gestão Integrada do Território. “Os livros são fruto de um exercício interdisciplinar. Nós contamos com autores das artes, da biologia, da química, da engenharia, da física, da matemática, da história e da educação. Além disso, durante as pesquisas nós entrevistamos alunos de escolas de tempo integral, com o objetivo de entender o que os moradores querem saber sobre o rio. É uma coletânea bastante plural”, explicou a professora. 
 
Ao todo, foram produzidos 13 cadernos temáticos que estão disponíveis gratuitamente no site da Univale.

“A coletânea está organizada em três blocos: um que discute aspectos históricos, da memória e da arte, relacionados ao Rio Doce, outro que trata das questões socioambientais, e o último que é destinado ao público escolar, seja da educação básica ou do ensino superior”, disse o professor Thiago Santos, um dos organizadores da coleção.
 
Os livros buscam proporcionar boas conversas para diferentes pessoas e grupos que queiram compartilhar aprendizagens e saberes sobre o rio e com o rio. A coletânea foi lançada oficialmente no dia 28/10, durante a cerimônia de abertura do 6º Seminário Integrado do Rio Doce, que é organizado anualmente pela Univale desde o desastre desencadeado com o rompimento da barragem em 2015.


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