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Estado de Minas CICLO VACINAL EM RISCO

COVID: Mutirão tenta zerar faltosos da segunda dose em Divinópolis

Ao todo, mais de 2 mil pessoas não apareceram para receber a última dose; especialista alerta para risco ao não completar o ciclo vacinal


03/08/2021 16:49 - atualizado 03/08/2021 17:05

Os faltosos devem procurar um dos drives, de acordo com a fabricante da primeira dose, para receber a segunda(foto: Prefeitura de Divinópolis/Divulgação)
Os faltosos devem procurar um dos drives, de acordo com a fabricante da primeira dose, para receber a segunda (foto: Prefeitura de Divinópolis/Divulgação)
Divinópolis realiza mutirão de vacinação nesta terça-feira (3/8) para tentar zerar os faltosos da segunda dose contra a COVID-19. O município do Centro-Oeste mineiro afirma que mais de 2,2 mil pessoas tinham pedido a aplicação complementar para encerrar o ciclo vacinal.
 
Ao todo, 2.229 pessoas que tomaram a dose inicial faltaram à segunda aplicação:

  • 1.234 que tomaram AstraZeneca
  • 935 Coronavac
  
Para tentar zerar o número, foram reservados horários específicos nos drives de imunização para este público de acordo com a fabricante da vacina. O balanço atualizado não havia sido divulgado até a publicação desta matéria.
 
Atraso, outra vacina ou até esquecimento
 
A gestão municipal listou três motivos principais para justificar o número de ausências na cidade com 240 mil habitantes: atraso no rebecimento de doses, esquecimento e algum impedimento (tal qual sintoma de gripe ou a própria vacinação contra a gripe).
 
"Muitos estavam com sintomas de gripe. E também teve a própria vacina da gripe que alguns tomaram e precisava respeitar o intervalo de 15 dias entre os imunizantes”, cita a vice-prefeita Janete Aparecida. 
 
“E tem aquelas que não podemos obrigar a tomar”, complementa.

Eficácia não garantida

Segundo o professor de imunologia e patologia da Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ) campus Centro-Oeste, Rafael Gonçalves Teixeira Neto, não há como assegurar que a resposta gerada com apenas uma dose seja suficiente para atingir os níveis esperados a partir dos ensaios clínicos.

“Com exceção da vacina Janssen, que foi avaliada levando em consideração apenas uma única dose, só podemos afirmar que a eficácia das demais vacinas foi alcançada caso os indivíduos vacinados tenham tomado as duas doses”, explica o professor, ao ponderar que a aplicação de uma dose pode auxiliar na produção de elementos imunológicos necessários para a proteção - mas não garante a eficácia.

“Outro ponto importante a ser abordado é o tempo de duração da resposta imunológica. Uma segunda dose garante que a imunidade permaneça por períodos mais longos”, esclarece.

E o estudioso alerta justamente para o intervalo entre as doses: “É importante destacar que pessoas que não tomaram a segunda, mesmo extrapolando este prazo, devem procurar os postos para tomar a segunda dose, porque mesmo após o prazo o sistema imunológico será reativado favorecendo uma resposta imunológica mais efetiva nesse indivíduo”, orienta.  

Cada imunizante tem um protocolo. A data prevista para a segunda dose é informada no ato do cadastro para a vacinação. Quem a perdeu e não compareceu ao mutirão pode se vacinar a qualquer momento: basta procurar um dos postos de imunização que esteja aplicando a fabricante correspondente à vacina inicial.
 

Balanço

 
Divinópolis imunizou 114.851 pessoas com a primeira dose. Este número representa 58% do púlico previsto com mais 18 anos. Ao todo, a cidade deve vacinar plenamente 198 mil cidadãos. Foram aplicadas 46.615 segunda doses e 13.257 doses únicas.
 
*Amanda Quintiliano especial para o EM
 


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