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Estado de Minas SANTA EFIGÊNIA

'Luto pelas vítimas da COVID': gráfica de BH cobre fachada de preto

Em forma de protesto, a fachada da loja e a vitrine foram cobertas por mensagens de luto pelos mais de meio milhão de vidas perdidas no Brasil pela COVID-19


02/07/2021 15:39 - atualizado 02/07/2021 16:51

Dona de gráfica cobre a fachada de preto em protesto pelos mortos por COVID-19 e pelo fechamento de comércios(foto: Jair Amaral/EM/D.A press)
Dona de gráfica cobre a fachada de preto em protesto pelos mortos por COVID-19 e pelo fechamento de comércios (foto: Jair Amaral/EM/D.A press)
Uma gráfica localizada na Avenida Francisco Sales, no Bairro Santa Efigênia, Região Leste de Belo Horizonte, vem chamando atenção dos pedestres que passam pela região. Em forma de protesto, a fachada da loja e a vitrine foram cobertas por mensagens de luto pelos mais de meio milhão de vidas perdidas no Brasil pela COVID-19. 

“Estamos de luto pelas vítimas da COVID, pela má política, pela intolerância, pelo preconceito, pelo desrespeito à vida. Todas as vidas importam”, diz faixa sobre a entrada da loja.

Em conversa com o Estado de Minas, a responsável pela gráfica, Luana Viana, afirmou que esta foi a forma que ela encontrou poder se manifestar sobre as milhares de mortes por COVID-19. 

“Eu não perdi ninguém, mas todos nós fomos atingidos. Esse vírus entrou na casa das pessoas. Se eu não peguei, minha vizinha pegou. A gente conhece as pessoas que perderam parentes e amigos. É triste”, disse.

Segundo ela, a gráfica foi muito prejudicada pela pandemia e precisou fazer cortes. Luana conta que a ação, além de um grito de luto, também foi uma manifestação contra as políticas públicas que acabaram prejudicando milhares de comerciantes.

“Muita gente fechou as portas, não deu conta. Essa pandemia, além de tirar vidas, tirou o emprego de muitos.”

Ao ser questionada sobre a repercussão, a comerciante disse que vem ganhando elogios. “Todo mundo para para ver. Me elogiam e parabenizam pela ação. Alguns dizem que todo mundo precisava fazer algo do tipo. Para poder dar voz.”

“Precisamos mostrar que estamos insatisfeitos. Precisamos ter voz e poder nos manifestar. A minha forma de manifestação foi cobrir toda minha vitrine de preto para todo mundo ver e poder refletir. Precisamos ter voz”, disse a comerciante.
 
* Estagiária sob supervisão da editora-assistente Vera Schmitz.  


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