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Estado de Minas IMUNIZAÇÃO

COVID-19: Após vacina, Sul de Minas registra queda de 18% das mortes

Estudo aponta efeito protetor da vacina contra o novo coronavírus, mas a região continua sendo a mais atingida pela COVID-19 no estado


23/06/2021 22:16 - atualizado 24/06/2021 09:20


Universidade Federal de Alfenas analisa efeito da pandemia no Sul de Minas(foto: Gilson Leite/divulgação)
Universidade Federal de Alfenas analisa efeito da pandemia no Sul de Minas (foto: Gilson Leite/divulgação)
 
Uma pesquisa feita pela Universidade Federal de Alfenas (Unifal) mostrou que as mortes da população por COVID-19 tiveram uma redução de 18% no Sul de Minas. Os dados apontaram queda ainda maior de 44% entre pessoas de 70 e 79 anos. Especialistas acreditam no efeito protetor da vacina contra o novo coronavírus.
 
Segundo o professor de epidemiologia da Unifal e orientador da pesquisa, Sinésio Inácio da Silva, o Sul de Minas registou queda de 18% nas mortes por COVID-19 da população. Os dados foram comparados nos meses de abril e maio deste ano. A redução foi ainda maior entre pessoas de 70 e 79 anos com 44% de queda.
 
“Contudo, já de março para abril, entre os de 80 anos ou mais, já havia tido redução de 31%. Isso demonstra o efeito protetor da vacina. Porém de janeiro a fevereiro, a redução na taxa de mortalidade ocorreu não apenas entre os de mais de 60 anos, mas também em mais jovens, levando a uma redução, na época, de 25% na taxa de mortalidade geral, maior do que a observada de abril para maio por efeito apenas da vacinação”, diz orientador da pesquisa.
 
O especialista acredita que esse impacto foi causado pelo efeito da vacina contra o novo coronavírus. “Esses números ilustram o efeito de proteção contra a mortalidade por COVID-19 exercido pelo controle do contágio. Antes da vacinação, de janeiro para fevereiro deste ano houve importante do contágio, que disparou a partir do carnaval. É fundamental que seja associada a vacinação com medidas firmes de contenção do contágio”, afirma.
 
Dados apontam efeito da vacina contra o novo coronavírus(foto: Unifal/divulgação)
Dados apontam efeito da vacina contra o novo coronavírus (foto: Unifal/divulgação)

Os dados apontam que as regiões Triângulo Sul e Sul continuam com o maior contágio de COVID-19. De acordo com Sinésio, o atual nível de contágio no Sul de Minas é 67% maior do que o observado para o estado de Minas Gerais. “Nas últimas três semanas, a região Sul se destaca como a região mais atingida pelo contágio. Isso projeta até o fim de junho e meados de julho uma situação ainda crítica em termos de internações e óbitos”, diz.
 
O orientador explica que as internações se estabilizaram, mas a tendência de novos óbitos se manteve. “Embora estável, a incidência na região se encontra muito alta, com uma média móvel diária de 1.686 casos na semana. Isso tem sido decisivo para manter uma média diária de novas internações acima de 100 e de mortes acima de 30. O feriado de Corpus Christi pode estar associado aos mais de 2.000 casos diários registrados em 15, 16 e 17 de junho. O efeito do Dia dos Namorados ainda poderá acontecer nos registros a partir do dia 24. As internações de crescimento foram para estabilidade”, ressalta.
 
O estudo aponta a tendência de novas mortes no Sul de Minas e a preocupação com a flexibilização de medidas de prevenção contra o novo coronavírus.  "Até o dia 21 de junho, todas as regionais de saúde se apresentaram com tendência de crescimento. Pelo efeito protetor da vacina na população idosa, as internações atualmente tendem a ser de pessoas mais jovens com uma permanência hospitalar maior. Assim, os óbitos registrados podem refletir os casos registrados há mais de um mês”, diz.
 


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