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Estado de Minas ESTELIONATO

Mulher é presa em flagrante por aplicar golpe do falso empréstimo

Nove vítimas já foram identificadas e prejuízo ultrapassa R$ 50 mil. Denúncia partiu de uma funcionária de empresa carioca


22/06/2021 15:48 - atualizado 22/06/2021 16:18

O delegado Guilherme Santos, que comanda as investigações do crime de falso empréstimo, está em busca de outras vítimas(foto: PCMG/Divulgação)
O delegado Guilherme Santos, que comanda as investigações do crime de falso empréstimo, está em busca de outras vítimas (foto: PCMG/Divulgação)

Policiais da 1ª Delegacia de Polícia Civil Sul prenderam, em flagrante, uma mulher, de 29 anos, investigada por estelionato. Segundo as investigações, ela é suspeita de aplicar o golpe do falso empréstimo. Já foram identificadas nove vítimas, e o prejuízo ultrapassa R$ 50 mil. O flagrante aconteceu no Bairro Funcionários, Região Centro-Sul de Belo Horizonte.

As investigações foram comandadas pelo delegado Guilherme Santos. Segundo ele, a mulher seria empregada de uma empresa do Rio de Janeiro que já vinha sendo monitorada pela Agência de Inteligência da Delegacia Regional Sul devido ao surgimento de ocorrências de estelionato. 

“Na sexta-feira, uma funcionária procurou a delegacia porque achava estranha a forma como a empresa trabalhava e começou a desconfiar de que poderia ser um golpe. Uma equipe se deslocou até o escritório e conseguiu abordar a suspeita com uma vítima que havia assinado o contrato e estava para transferir o pagamento à empresa”, afirma o delegado.


Segundo ele, “a empresa ofertava às vítimas, geralmente pessoas idosas, empréstimos em condições supostamente mais favoráveis aos que elas teriam atualmente e acabava por convencê-las a fazer um novo empréstimo. Assim que era creditado na conta, elas eram induzidas a pagarem um boleto sob a alegação que seria a quitação do empréstimo anterior, quando na verdade constava como beneficiário a empresa da investigada”.


A empresa é constituída no Rio de Janeiro e atuava em espaços de co-working em Belo Horizonte. “No material apreendido, que está em análise, podemos observar que a empresa tinha uma meta de R$ 150 mil a cada mês e há registro de recebimentos ilegais desde janeiro”, diz o delegado Guilherme.


O delegado afirma que é possível que outras pessoas tenham caído no golpe. “A gente acredita que, com a explanação do modus operandi, outras vítimas possam aparecer. Caso alguém tenha passado por essa situação, é necessário certificar se de fato houve a portabilidade e a quitação do empréstimo. Caso contrário, procure a delegacia e registre o boletim de ocorrência”, orienta o Guilherme.

Ele diz ainda que as investigações seguem, visando apurar a participação de demais envolvidos e identificação de outras vítimas.

 


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