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Estado de Minas COVID-19

Cidades do Norte de Minas proíbem festas juninas por causa pandemia

Restrição faz parte de ''protocolo único'' adotado pelos prefeitos com objetivo de frear a terceira onda do coronavírus na região


16/06/2021 15:43 - atualizado 16/06/2021 16:18

Por causa da pandemia, festivais de quadrilhas estão proibidos no Norte de Minas como no passado(foto: Fábio Marçal/divulgação)
Por causa da pandemia, festivais de quadrilhas estão proibidos no Norte de Minas como no passado (foto: Fábio Marçal/divulgação)

Pelo segundo ano, a pandemia do novo coronavírus atingiu diretamente uma das grandes tradições do Norte de Minas, as festas junina. Nesta época, ao longo de décadas, os "arraiás" sempre atraíram centenas de visitantes ou trouxeram de volta retirantes, que aproveitam a ocasião para curtir os festejos e para rever parentes.
 
Neste ano, mesmo diante do avanço da vacinação e das medidas de flexibilização da economia, a diversão com forró, quadrilha, roupas coloridas, “casamento na roça”, canjica, pipoca e outras guloseimas vão ficar apenas na memória dos moradores.
 
Os prefeitos norte-mineiros decidiram suspender totalmente a realização dos festejos, que não podem ser realizados pelo poder público nem por particulares, vetados em espaços públicos e nas residências.
 
proibição das quadrilhas e de outras festas juninas está dentro das ações preventivas contra um novo aumento de casos de COVID-19 na região.
 
De acordo com a Associação dos Municípios da Área Mineira da Sudene (Amams), em videoconferência realizada na tarde de terça-feira (15/06), os prefeitos do Norte de Minas decidiram estabelecer um “protocolo único para evitar a chegada da terceira onda da COVID-19 na região”.
 
Segundo a entidade, com a decisão em conjunto, os municípios pretendem “evitar que sejam tomadas medidas mais restritivas, como suspensão das atividades econômicas, o “fechamento de cidades” e caos na rede hospitalar”.
 
Muitos municípios do Norte de Minas têm como padroeiro o São João e receberam o nome do santo. Entres eles estão: São João da Lagoa, São João da Ponte, São João do Pacuí, São João do Paraíso e São João das Missões. 
 
Alguns promovem outras festas tradicionais nesta época do ano e que foram igualmente suspensas por causa da pandemia, como a Festa Nacional do Biscoito, em Japonvar, e a Festa da Mandioca, em Padre Carvalho.
 
De acordo com a Amams, na reunião virtual foram apresentados dados que revelam que, até então, ocorreram 1.889 mortes pela COVID-19 no Norte do estado, com 93.452 pessoas contaminadas pela doença na região.

Além disso, foram identificadas 74 amostras com resultados positivos para novas variantes do coronavírus em vários municípios norte-mineiros.
 
Além dos prefeitos e da direção da Amams, o encontro por videoconferência contou com a participação da superintendente regional de Saúde de Montes Claros, Dhyeime Thauanne Pereira Marques; e do promotor Daniel Lessa Costa, coordenador regional das Promotorias de Justiça de Defesa da Saúde da Macrorregião Sanitária Norte de Minas.
 
Segundo a Amams, o pedido de unificação das ações foi apresentado pelo prefeito de Montes Claros, Humberto Souto, por Dhyeime Marques e pelo promotor Daniel Lessa.
 
Em Montes Claros, a prefeitura publicou  decreto em 11 de junho, que proíbe a realização de festas juninas “nas vias públicas e locais particulares de qualquer espécie”.
 
Durante a videoconferência, o presidente da Amams, José Nilson de Sá, prefeito de Padre Carvalho, ressaltou a importância de suspender as festas juninas como uma medida para impedir as aglomerações e evitar a contaminação da COVID-19.

Ele lembrou que foi constatado aumento de casos da doença respiratória em comemorações como do Dia das Mães, Corpus Christi e o Dia dos Namorados.



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