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Estado de Minas BARRAGEM DE FUNDÃO

Zema, Fux e autoridades tentam costurar acordo sobre tragédia de Mariana

Essa foi a segunda reunião com as presenças do governador e do presidente do STF para discutir o tema. Atingidos não fizeram parte da mesa


01/06/2021 21:01 - atualizado 01/06/2021 21:27

Meia década após a tragédia, distrito de Bento Rodrigues, em Mariana, ainda não foi reconstruído (foto: Leandro Couri/EM/D.A Press - 22/10/2020)
Meia década após a tragédia, distrito de Bento Rodrigues, em Mariana, ainda não foi reconstruído (foto: Leandro Couri/EM/D.A Press - 22/10/2020)
 

 

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), e o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, se reuniram pela segunda vez nesta terça (1º/6) para costurar um acordo sobre a tragédia de Mariana. Outras autoridades também participaram, mas nenhum representante dos atingidos fez parte das discussões.

Essa foi a segunda reunião do tipo com a presença de Fux e Zema. A primeira ocorreu em 6 de abril.

As autoridades têm o objetivo de costurar um acordo semelhante ao de Brumadinho. As tratativas da outra tragédia foram fechadas em R$ 37,6 bilhões, com destinação para construção de rodovias, hospitais, escolas etc.

“Essas reuniões são importantíssimas, porque nos aproximam de um desejo comum, que é o de remover todas as consequências dramáticas causadas por esse flagelo. Esse processo teria tudo para durar décadas, mas vamos evitar isso com a força do nosso trabalho e boa vontade”, disse Fux.

“Estaremos empenhados ao máximo para chegar a esse novo acordo”, afirmou Zema.

 

Responsável pela reparação dos danos da tragédia, a Fundação Renova tem informado que "permanece dedicada ao propósito para o qual foi criada".

 

A ideia da fundação é gastar cerca de R$ 17 bilhões com indenizações, auxílios, compensações e reparações até o final do ano.

 

Juiz é alvo de suspeição

 

A reunião foi realizada no Conselho Nacional de Justiça (CNJ). As tratativas nasceram de uma solicitação do juiz federal Mário Paula Franco Júnior.

Porém, o mesmo magistrado é alvo de um pedido de suspeição assinado pelos ministérios públicos Federal e de Minas Gerais e das defensorias públicas da União, de Minas Gerais e do Espírito Santo.

Juristas brasileiros também assinaram uma carta para pedir o afastamento de Mário de Paula.

A suspeita diz respeito a vídeos obtidos pelo portal "Observatório da Mineração". Nas gravações, Mário orienta advogados dos atingidos a adotar o modelo indenizatório indicado pela Samarco, mineradora responsável pela Barragem de Fundão.

O rompimento da represa da Mina de Germano, em Mariana, aconteceu em 5 novembro de 2015 e causou a morte de 19 pessoas.

Outras 500 mil foram atingidas ao longo da Bacia Hidrográfica do Rio Doce, que recebeu milhões de metros cúbicos de rejeitos de minério provenientes da barragem.


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