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Estado de Minas CRIME

Suspeito de matar esposa com cerveja envenenada na Grande BH é indiciado

Homem é acusado de colocar dietilenoglicol na bebida da mulher, que ficou 30 dias internada e morreu na sexta-feira passada (7/5)


10/05/2021 21:29 - atualizado 10/05/2021 21:46

Cerveja envenenada foi a causa da morte de uma mulher de 37 anos na Grande BH (foto: Leandro Couri/EM/D.A Press)
Cerveja envenenada foi a causa da morte de uma mulher de 37 anos na Grande BH (foto: Leandro Couri/EM/D.A Press)
Um homem de 42 anos, suspeito de colocar dietilenoglicol na cerveja da própria esposa, de 37 anos, em Mateus Leme, na Grande BH, foi indiciado após conclusão da investigação feita pela Polícia Civil. A mulher chegou a ficar 30 dias internada, mas morreu na sexta-feira passada (7/5).

O crime aconteceu em 11 de abril. Oito dias depois, o homem foi preso preventivamente e acabou confessando o crime. Aos policiais, ele disse que tinha o objetivo de matar a esposa, com quem se relacionou por 19 anos, por causa de brigas motivadas por ciúmes e problemas financeiros.


De acordo com a delegada Ligia Barbieri Mantovani, o homem foi indiciado pelo crime de homicídio qualificado pelo motivo fútil, por emprego de veneno, com recurso que dificultou ou impossibilitou a defesa da vítima e pelo feminicídio.

Ele segue preso e o inquérito foi enviado à Justiça. 

A pena varia entre 12 e 30 anos. Mas atenuantes podem elevar o tempo de reclusão em até um terço.

Antes de morrer, a mulher passou por três unidades médicas: a UPA de Mateus Leme, um hospital de Contagem e, por último, estava internada na terapia intensiva de um equipamento em Belo Horizonte. Exames toxicológicos confirmaram que o organismo da vítima tinha dietilenoglicol.

Eles têm dois filhos – de 17 e 8 anos. Os menores estão com parentes próximos.

A substância

 
O dietilenoglicol, cujo nome oficial é 3-Oxa-1,5-pentanediol, é um líquido viscoso, incolor, inodoro e tóxico, muito usado como componente em vários produtos químicos.
 
Trata-se de uma substância utilizada para agilizar o resfriamento no processo de produção de cerveja. No entanto, o produto não deve ter contato com a bebida, por ser tóxixo. Por isso, ele passa por um cano isolado do tanque.
 
A dose tóxica mínima estimada do dietilenoglicol é de 0,14 miligrama por quilo de peso corporal e a dose letal está entre 1 e 1,63 grama por quilo de peso corporal.
 
O composto foi encontrado em diversos lotes de diferentes rótulos da cervejaria Backer no ano passado.
 
A intoxicação atingiu 29 pessoas; 10 delas morreram por causa da síndrome nefroneural causada pela ingestão.


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