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Estado de Minas ASSÉDIO

Justiça determina indenização a vítimas de dono de lava-jato em BH

Além da indenização por danos morais, ex-funcionárias tiveram direito à rescisão indireta. Foram julgadas duas ações; ainda faltam 12


05/05/2021 18:36 - atualizado 05/05/2021 20:48

Lava-jato foi fechado em 8 de março, desde a descoberta de câmeras de filmagem no banheiro feminino(foto: Alisson Lisboa/Divulgação)
Lava-jato foi fechado em 8 de março, desde a descoberta de câmeras de filmagem no banheiro feminino (foto: Alisson Lisboa/Divulgação)

A Justiça do Trabalho (TRT) anunciou os dois primeiros ganhos de causa para ex-funcionárias do lava-jato localizado à Rua Josephino Aleixo, 120, no Bairro Buritis, Região Oeste de BH, de propriedade de Luiz Eduardo Castellar. Ele foi preso em flagrante (já está em liberdade) por espionar e filmar o banheiro das funcionárias.

As duas primeiras ações movidas por vítimas são nos valores de R$ 20 mil e R$ 10 mil referentes a indenizações por danos morais, proferidas por juízes da 28ª Vara do trabalho e 6ª Vara do trabalho, respectivamente.

 

No último Dia Internacional da Mulher, em 8 de março, foi feito o flagrante de um crime que beira às raias do absurdo. O proprietário do lava-jato tinha instalado três câmeras dentro do banheiro feminino.

 

A descoberta foi feita por uma funcionária, que estranhou um objeto embutido na parede, próximo ao vaso sanitário. Ela saiu do banheiro e chamou outras duas colegas de trabalho, que, juntas, fizeram uma revista no local e descobriram mais duas câmaras.

Imediatamente, as três chamaram a supervisora, que prefere não se identificar. Ao confirmar a veracidade do que as funcionárias relataram, acionou a Polícia Militar.

 

Preso em flagrante

 

 

Outros detalhes incriminam o proprietário do estabelecimento, como a contratação de equipe formada somente por mulheres.

 

Preso em flagrante, Luiz Eduardo Castellar foi também denunciado por assédio sexual às ex-funcionárias, não só com atitudes, como dar tapas nas nádegas da mulheres e passar cantadas.

 

Além da indenização definida pela Justiça, as funcionárias tiveram direito à rescisão indireta. A expectativa, agora é pelo julgamento de mais 12 ações.

 


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