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Estado de Minas COVID-19

Na véspera de reunião de Kalil com comitê, lojistas pedem volta do comércio

Para a CDL/BH, a situação já passou o limite do suportável; setor está de portas fechadas desde o dia 6 de março


13/04/2021 20:44 - atualizado 13/04/2021 21:23

O comércio não essencial está com lojas fechadas desde o dia 6 de março, em Belo Horizonte (foto: Credito: Gladyston Rodrigues/EM/D.A Press)
O comércio não essencial está com lojas fechadas desde o dia 6 de março, em Belo Horizonte (foto: Credito: Gladyston Rodrigues/EM/D.A Press)
A Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH) cobra a reabertura do comércio, após a divulgação dos últimos boletins epidemiológicos sobre a situação da COVID-19 em Belo Horizonte. A entidade acredita que é perfeitamente possível que o governo do estado e a Prefeitura de Belo Horizonte determinem a reabertura do setor, que está de portas fechadas desde o último dia 6 de março. 
 
O prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PSD) vai se reunir com o comitê de enfrentamento à COVID-19 da prefeitura nesta quarta-feira (14/4). Segundo o Executivo municipal, a melhora nos números relacionados ao coronavírus na capital de Minas Gerais motivam o novo encontro. 
 

Segundo a CDL/BH, para estes estabelecimentos que estão proibidos de funcionar, a situação já passou o limite do suportável. Além disso, o órgão afirma que, em 2020, Belo Horizonte foi a cidade brasileira onde o comércio ficou mais tempo de portas fechadas. Já se passaram mais de cem dias em 2021 e, em mais da metade deles, o comércio ficou proibido de funcionar. 

Para a entidade, os justos não podem continuar pagando pelos pecadores. “É inadmissível que um pequeno estabelecimento, na imensa maioria das vezes estando com menos de dez pessoas, contando funcionários e clientes, seja impedido de funcionar, enquanto vemos todos os dias centenas de ônibus coletivos trafegando lotados no transporte público da cidade”. 

De acordo com a CDL/BH, existem alguns fatos que permitem à entidade reivindicar a imediata reabertura do comércio:
 
1 – A Taxa de Transmissão (RT), que no boletim desta segunda-feira (12/4), caiu para 0,89.
 
2 – Os outros dois indicadores utilizados como critérios para a flexibilização também estão acompanhando o ritmo de queda. Atualmente, apenas um indicador está no vermelho, que é o número de leitos de UTI para tratamento exclusivo da doença. 
 
3 – Desde a determinação do último fechamento do comércio, no dia 6 de março, o índice de isolamento social não aumentou – ficando em torno dos 45%. Segundo a CDL/BH, o que comprova de forma muito evidente que o comércio não é o responsável por aglomerações. E citou o fato de até a própria prefeitura já ter admitido essa realidade. 

4 –  Aumento no número de leitos de UTI para tratamento exclusivo da COVID-19 nas redes SUS e suplementar: de 575 para 1.147, uma ampliação de 99,5%.
 
5 – O mesmo aconteceu em relação aos leitos de enfermaria. No mesmo período houve uma ampliação de 1.426 para 2.207 leitos nessa categoria,com um aumento de 781 unidades, quase 55%. O aumento no número de leitos tem sido a principal reivindicação da CDL/BH.
 
6 – Ritmo de vacinação ainda não é o desejado. Mas, como a própria Prefeitura divulgou, Belo Horizonte está em um patamar um pouco acima da média de Minas Gerais e do país.
Além disso, em todas as instâncias, chegou-se a um consenso de que a vacinação é o caminho mais curto para a retomada da normalidade na vida das pessoas e dos empreendimentos.
 
7 – Segundo a entidade, desde o primeiro momento, o comércio de Belo Horizonte sempre foi muito colaborativo e engajado na preservação da saúde das pessoas. O lema da CDL/BH nestes últimos 13 meses foi preservar vidas, ajudar empresas e garantir empregos. O órgão afirma ter promovido, ainda, diversas iniciativas para garantir, em primeiro lugar, a saúde das pessoas.
 
8 – A CDL/BH ressalta que realizou várias campanhas de conscientização junto aos lojistas para que pudessem garantir o máximo de segurança para a saúde dos trabalhadores e clientes. Lançaram o selo Loja Segura, para incentivar o empreendedor a adotar os protocolos necessários e mostrar ao consumidor que ele está efetuando sua compra em um ambiente seguro. 
  
9 – A entidade lembra que, nos últimos treze meses, foram sete datas comemorativas. Destas, cinco com as portas fechadas e outras duas funcionando com restrições. Com a proximidade do Dia das Mães, a segunda data com maior movimento no comércio, a CDL/BH afirma que “o fato de estar de portas abertas ou não será a fronteira entre a sobrevivência e o fechamento definitivo de muitas empresas.”

Segundo dados da Junta Comercial de Minas Gerais, no setor de comércio e serviços, houve o fechamento de 21.321 empresas em Belo Horizonte em 2020. Este número pode ser ainda maior, já que em grande parte dos casos as empresas não registram imediatamente o encerramento de suas atividades.
 
10 – Para finalizar, a entidade apela para um pensamento cristão: “Os justos não podem pagar pelos pecadores”. E afirma: “O comércio já deu e continuará dando a sua cota de contribuição e sacrifício para que vidas sejam salvas. Reiteramos aqui a nossa absoluta disposição em colaborar para qualquer iniciativa que tenha como objetivo conter o avanço da doença. Porém, não podemos mais permanecer pagando uma conta que na realidade é provocada pelo transporte público lotado, pelas festas clandestinas e pelas aglomerações irresponsáveis.”


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