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Estado de Minas AUMENTO DE ÓBITOS

COVID-19: após recorde em março, Minas ainda não deve ter queda de mortes

Tendência é de manutenção ou crescimento do número diário de óbitos nos próximos dias, segundo avaliação do secretário de saúde Fábio Baccheretti


31/03/2021 15:00 - atualizado 31/03/2021 15:48

Minas teve 5.767 mortes por COVID-19 registradas em março(foto: Leandro Couri/EM/D.A Press)
Minas teve 5.767 mortes por COVID-19 registradas em março (foto: Leandro Couri/EM/D.A Press)
Após registrar recorde mensal de mortes por COVID-19 em março, Minas Gerais ainda não deve apresentar queda no número de óbitos diários nos próximos dias. A projeção a curto prazo da Secretaria de Estado de Saúde (SES) é que a quantidade aumente ou pelo menos se mantenha na maioria das regiões.

“O óbito é o indicador mais tardio. Quando a gente vê o óbito se elevando, é um óbito de casos que foram internados há cerca de duas semanas. Então, a gente ainda verá o aumento de óbitos nessas regiões - ou pelo menos uma constância desses óbitos. Daqui a pouco, eles irão cair. No estado como um todo, há um aumento de óbitos de forma muito clara”, disse o secretário estadual de saúde Fábio Baccheretti, em entrevista coletiva na tarde desta quarta-feira.

A declaração faz referência à situação de 13 das 14 macrorregiões de saúde mineiras, que seguem até 11 de abril na onda roxa do Minas Consciente, programa responsável por estabelecer medidas para conter o avanço do coronavírus. O estado passa pelo pior momento da pandemia. Em março, foram registradas 5.767 mortes em decorrência da doença, um recorde mensal.

“Os casos confirmados, que vão impactar nos hospitais e depois aumentar os óbitos, vêm também nessa crescente no restante do estado. Portanto, é um cenário nunca antes vivido pelo estado. É o pior momento da pandemia, muito vinculado às novas cepas que vêm circulando no estado”, alertou o secretário.

Apenas 38 das 853 cidades mineiras poderão, a partir da próxima segunda-feira, progredir à onda vermelha do Minas Consciente, já que apresentaram melhoras consistentes nos indicadores epidemiológicos e hospitalares. São municípios da macrorregião Triângulo do Norte e da microrregião Patos de Minas.

Compõem a macrorregião Triângulo do Norte os seguintes municípios: Uberlândia, Araguari, Ituiutaba, Patrocínio, Monte Carmelo, Coromandel, Prata, Tupaciguara, Monte Alegre de Minas, Campina Verde, Santa Vitória, Capinópolis, Nova Ponte, Canápolis, Centralina, Estrela do Sul, Abadia dos Dourados, Iraí de Minas, Indianópolis, Araporã, Gurinhatã, Ipiaçu, Romaria, Cascalho Rico, Cachoeira Dourada, Douradoquara e Grupiara.

Fazem parte da microrregião Patos de Minas as cidades de Cruzeiro da Fortaleza, Guarda-Mor, Guimarânia, Lagamar, Lagoa Formosa, Patos de Minas, Presidente Olegário, São Gonçalo do Abaeté, Serra do Salitre, Varjão de Minas e Vazante.

Com a manutenção da onda roxa, a expectativa do governo é que as demais regiões apresentem, a médio prazo, melhora nos indicadores. “Com essas regiões progredindo para a onda vermelha, vemos que a onda roxa é um sucesso, então a gente deve, daqui a pouco, ter esses indicadores (de casos e mortes) também regredindo no estado como um todo”, afirmou o secretário.


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