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Estado de Minas LESTE DE MINAS

Comerciantes de Timóteo insistem em descumprir normas da onda roxa

Fiscalização da prefeitura diz que alguns comerciantes que descumprem os horários desacatam os fiscais, que já foram chamados até de bandidos


19/03/2021 20:05 - atualizado 19/03/2021 20:38

Comerciantes em atrito com fiscais e policiais militares: cena tornou-se corriqueira em Timóteo(foto: Prefeitura de Timóteo/Divulgação)
Comerciantes em atrito com fiscais e policiais militares: cena tornou-se corriqueira em Timóteo (foto: Prefeitura de Timóteo/Divulgação)
A resistência de alguns comerciantes de Timóteo, uma das três maiores cidades do Vale do Aço, em cumprir as normas da onda roxa está dificultando o enfrentamento da COVID-19 na cidade.

Além de insistir na desobediência, alguns têm afrontado a fiscalização, como no caso de uma padaria situada no Bairro São José, que foi autuada na noite de quarta-feira (16/3). Embora seja serviço essencial, o estabelecimento estava com as portas abertas após o horário permitido e com público no interior da loja. O proprietário desacatou os fiscais, com palavras de baixo calão e grosserias. E chamou os fiscais de bandidos.

O coordenador da fiscalização da prefeitura, Silvio dos Santos, lamentou o fato e alertou que o Artigo Art. 331 do Código de Penal estabelece que “desacatar funcionário público no exercício da função ou em razão dela” é crime, com pena de detenção que pode variar de seis meses a dois anos, e/ou multa. 

“Se houver reincidência, é perfeitamente possível a aplicação da lei. Mas não é esse tipo de atitude que estamos adotando. Estamos trabalhando no sentido de conscientizar as pessoas. Agora, se isso não for o suficiente, vamos usar todo o nosso aparato, com apoio da PM e da Polícia Civil, para garantir a efetividade das medidas”, disse o coordenador da fiscalização, que comanda 40 fiscais em atividade.

Situações semelhantes a essa ocorrida no Bairro São José têm sido comuns em Timóteo. Um bar do Bairro Timirim foi autuado mais de uma vez por liberar o consumo de bebidas alcoólicas.

O coordenador da fiscalização explica que está faltando entendimento sobre as atividades comerciais. A norma do estado não proíbe as atividades comerciais, apenas restringe. "Se o consumidor quiser comprar um produto que não é essencial, basta ele fazer contato com uma loja, fazer o seu pedido e retirá-lo na porta do comércio", explicou Silvio.

Segundo Silvio, se o pedido for feito depois das 20h, a compra só poderá ser entregue por meio de delivery. “O objetivo é restringir a circulação das pessoas e com isso reduzir a propagação do vírus da COVID-19”, esclareceu.
 
 


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