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Estado de Minas MUTAÇÃO

Nova variante do coronavírus é encontrada em 5 cidades do Sul de Minas

Comunicado foi feito pela Fiocruz sobre novas variantes do vírus SARS-CoV-2, causador da COVID-19, em 12 cidades mineiras


03/03/2021 19:28 - atualizado 03/03/2021 20:29

Varginha é uma das cidades com nova variante do vírus(foto: Ascom/divulgação)
Varginha é uma das cidades com nova variante do vírus (foto: Ascom/divulgação)
A Fiocruz comunicou à Secretária de Estado de Saúde (SES-MG) a detecção de novas variantes do vírus SARS-CoV-2, causador da COVID-19, em 12 cidades mineiras. No Sul de Minas, foram colhidas amostras de pacientes em cinco municípios: Varginha, Cruzília, Ibitiúra de Minas, São Lourenço e Itajubá.

 

Segundo a SES-MG, a nova variante P.2 foi identificada pela Fiocruz. O vírus foi encontrado em amostras de um paciente infectado em Cruzília e outros três em Varginha. Em Ibitiúra de Minas a descoberta foi através do relatório da Fundação Ezquiel Dias (Funed).

 

Além da variante P.2, a Fiocruz também detectou a presença de genomas da linhagem B.1.1.28 da variante P.1, desenvolvida em Manaus, em uma amostra de Varginha; a linhagem B.1.1.143 em uma amostra de São Lourenço e a linhagem B.1.1.222 em uma paciente de Itajubá com histórico de viagem pelo México, em Cancun com escala no Panamá, no começo do ano.

 

“As duas principais linhagens circulando no Brasil, desde fevereiro de 2020, são B.1.1.33 e B.1.1.28, ambas sem alterações significativas na proteína Spike (S). Atualmente, as três variantes de atenção (VOC) sob vigilância no Brasil são: Variante VOC 202012/01, linhagem B.1.1.7 (Reino Unido); Variante 501Y.V2, linhagem B.1.351 (África do Sul); e, Variante P.1, linhagem B.1.1.28 (Brasil).”, diz SES-MG.

 

A SES-MG informou que está atenta à detecção de novas variantes no Estado, e municípios estão sendo acionados para intensificar a investigação epidemiológica sobre a infecção desses pacientes, inclusive daquelas pessoas com as quais eles tiveram contatos próximos.

 

“O objetivo é entender melhor o desfecho clínico e epidemiológico dos casos, assim como histórico de deslocamento para outros locais”, explica a coordenadora do Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde do Estado de Minas Gerais (CIEVS-Minas) e da Sala de Situação, Eva Medeiros.


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