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Estado de Minas DIAS CONTADOS

Operações no Aeroporto Carlos Prates vão até dia 31 de dezembro

A desativação do local já havia sido informada no ano passado; após o encerramento, as operações serão transferidas para outros aeroportos da capital


14/01/2021 20:49 - atualizado 14/01/2021 21:38

As atividades no Aeroporto Carlos Prates começaram em 1944
As atividades no Aeroporto Carlos Prates começaram em 1944 (foto: Reprodução/Infraero)
 
O Aeroporto Carlos Prates, em Belo Horizonte, está com os dias contados para o encerramento das atividades. A Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) determinou, nesta quinta-feira (14/01), que a partir do dia 31 de dezembro não será a responsável pelo local. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União (DOU).

O ministro da Infraestrutura, Tarcísio Freitas, anunciou em setembro do ano passado que o aeroporto seria desativado. Segundo ele, as operações serão deslocadas para outros aeroportos, como o da Pampulha. 

Uma concessão a fim de manter as operações no Carlos Prates chegou a ser prevista, mas logo foi suspensa. O local será transferido para a Secretaria de Patrimônio da União.

Conforme informado pelo Ministério da Infraestrutura na DOU desta quinta, a Infraero tem o prazo de seis meses para apresentar o inventário dos bens que constituem o patrimônio total do aeroporto.
 

História


As atividades no Aeroporto Carlos Prates começaram em 1944. É nele que se localiza o Aeroclube de Minas Gerais, destinado para a formação de pilotos, aviação desportiva, manutenção, instrução, construção de aeronaves - ultraleves, aviação geral de pequeno porte e de helicópteros. 

Os pilotos de helicóptero da Polícia Militar de Minas Gerais e de outros estados, da Polícia Federal e dos bombeiros, além de empresas civis, são capacitados e se formam no Aeroclube. 

O aeroporto também realiza voos particulares.
 

Da década de 90 para cá, as proximidades do aeroporto registraram pelo menos nove acidentes aéreos graves, sendo que oito estão no banco de dados do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa).

Na época de sua construção, a área onde hoje fica o aeroporto, de 580 mil metros quadrados, era desabitada e praticamente deserta. Porém, anos depois, bairros começaram a ser erguidos na região e consequentemente passou a ser uma área muito movimentada. Atualmente, os bairros Caiçara e Adelaide, que são os mais próximos ao aeroporto, têm quase 24 mil habitantes, de acordo com a Prefeitura de BH.

Em outubro de 2019, um avião de pequeno porte, que saiu do aeroporto Carlos Prates, caiu no bairro Caiçara. Nesse acidente, quatro pessoas morreram e outras ficaram feridas. Na queda, na Rua Minerva, carros pegaram fogo e a rede elétrica foi comprometida.
 


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