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Estado de Minas LESTE DE MINAS

Boi da raça Nelore foge de matadouro a nado, em Governador Valadares

O boi pulou a cerca do curral e atravessou o Rio Doce nadando, da periferia até o Centro da cidade, onde foi capturado


14/01/2021 14:32 - atualizado 14/01/2021 16:49

Rendido, o boi Nelore foi encurralado na ponte que liga a Ilha dos Araújos ao centro da cidade, e aguardou a chegada do guindaste que o colocou dentro de um caminhão(foto: Reprodução Redes Sociais)
Rendido, o boi Nelore foi encurralado na ponte que liga a Ilha dos Araújos ao centro da cidade, e aguardou a chegada do guindaste que o colocou dentro de um caminhão (foto: Reprodução Redes Sociais)
“Se gado pensasse, não iria tão mansamente para o matadouro”. A famosa frase do dramaturgo alemão Bertold Brecht (1898-1956) foi subvertida por um boi da raça Nelore, que, momentos antes de ir para o matadouro, pulou a cerca do curral e fugiu de forma espetacular. A fuga aconteceu na manhã desta quinta-feira (14/01), em Governador Valadares, Leste de Minas.

O boi estava prestes a entrar no matadouro, que fica no Bairro Vila Isa – em uma região conhecida como “Niterói” por se localizar do outro lado do Rio Doce – e que tem como único acesso a ponte de São Raimundo, na BR 116. 

Para fugir da morte certa, o Nelore pulou a cerca do curral e a sequência de fatos é digna das narrativas do Barão Münchhausen, militar alemão do século XVIII, que contava histórias absurdas e fantasiosas, sempre envolvendo bichos.
 
Pois o Nelore de Governador Valadares, depois de pular a cerca, se embrenhou na mata ciliar e atravessou o Rio Doce nadando. Nadou da Vila Isa até à Ilha dos Araújos, um bairro de classe média, localizado praticamente no Centro da cidade. E desfilou pelas ruas do bairro, solenemente.

Se a fuga tivesse sido feita por via terrestre, o Nelore teria de passar pela BR-116, atravessar a ponte de São Raimundo, seguir novamente pela rodovia e entrar no acesso Centro, percorrendo pelo menos 8 quilômetros e enfrentando trânsito sempre confuso. Esse foi o caminho percorrido pelos magarefes (os homens que iriam abater o Nelore) que saíram da Vila Isa em sua captura.

O boi atravessou o Rio Doce a nado, saindo dessas matas do lado direito até a área dos arranha-céus, no centro da cidade(foto: Tim Filho)
O boi atravessou o Rio Doce a nado, saindo dessas matas do lado direito até a área dos arranha-céus, no centro da cidade (foto: Tim Filho)
Enquanto isso, em cima de outra ponte, a que liga a Ilha ao Centro da cidade, o boi era encurralado entre as grades da pista de passagem de pedestres. Cercado pela Polícia Militar, Polícia do Meio Ambiente, homens da Prefeitura e magarefes, o Nelore protagonizou um espetáculo de resistência, com vários celulares apontados em sua direção. 

Foram muitos os vídeos feitos pelas pessoas que passavam pelo local. Rendido, o boi foi laçado, teve as patas amarradas e foi içado por um guindaste da prefeitura. Colocado em um caminhão, ele voltou ao matadouro com o seu destino traçado.


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