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Estado de Minas DECISÃO JUDICIAL

PBH é notificada sobre volta da venda de bebida em bares e vai recorrer

Comerciantes comemoram a volta do comércio de cerveja e cobram fiscalização de lugares que desrespeitam as normas sanitárias


12/12/2020 13:19 - atualizado 12/12/2020 14:24

Novo normal pede máscara até em bar(foto: Leandro Couri/EM/D.A. Press)
Novo normal pede máscara até em bar (foto: Leandro Couri/EM/D.A. Press)


O vai e vem do funcionamento de bares e restaurantes ganhou mais um capítulo neste fim de semana. Ontem, a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) conseguiu uma liminar que permite a venda de bebidas alcoólicas em bares e restaurantes de Belo Horizonte.

A prefeitura disse que foi notificada por volta das 12h deste sábado (12/12) e que vai recorrer judicialmente. Enquanto isso, vale a decisão judicial proferida ontem pelo juiz Maurício Leitão Linhares, da 1ª Vara dos Feitos da Fazenda Pública Municipal.
 
Pelos bares da capital, o movimento começou cedo. Na Avenida Alberto Cintra, na Região Nordeste da capital, muitos clientes já se satisfaziam com a famosa “gelada” no horário de almoço.

Para o empresário Fernando Zanforlini, dono do Hipper Frios, estabelecimento em que o forte é a cerveja artesanal, a proibição que durou uma semana foi sinônimo de prejuízo. “O movimento caiu drasticamente com a proibição de bebidas alcoólicas”, ele conta.

Ele é contra a restrição do álcool. A solução, segundo o comerciante, é intensificar a fiscalização dos bares que não cumprem as medidas sanitárias de controle do novo coronavírus em BH.

Empresário Fernando Zanforlini, dono do Hipper Frios, pede reforço de fiscalização(foto: Leandro Couri/EM/D.A. Press)
Empresário Fernando Zanforlini, dono do Hipper Frios, pede reforço de fiscalização (foto: Leandro Couri/EM/D.A. Press)


“A prefeitura tem que punir os irresponsáveis. A gente trabalha corretamente, respeitando todos os protocolos, e tem várias que não estão cumprindo. A gente está orientando bem, quando o cliente não obedece a gente convida o cliente a se retirar porque a gente pode ser punido, né? Tem bares que não estão cobrando isso do cliente e a gente acaba sofrendo por isso”, defende Fernando.
 
O casal Gabrielle Carmo e Gustavo  Henrique de Paula aproveitou o horário do almoço e a suspensão da portaria da prefeitura para tomar uma gelada. Eles contam que durante a flexibilização do isoalmento social chegaram a sair algumas vezes, mas "com responsabilidade. O importante é seguir as normas, mas sem deixar de curtir", diz Gustavo. 
 
O casal aproveitou a hora do almoço para uma geladinha enquanto está valendo a liminar da justiça(foto: Leandro Couri/DA Press-EM)
O casal aproveitou a hora do almoço para uma geladinha enquanto está valendo a liminar da justiça (foto: Leandro Couri/DA Press-EM)
Mesmo dizendo que pessoalmente considere desnecessária a proibição da venda de bebidas alcoólicas, por seguir todas as recomendações, Gabrielle reconhece que "nem todo mundo tem essa consciência. Nós, como casal, por exemplo, mantemos o distanciamento. Nem todas as vezes que saio costumo tomar bebida alcoólica, então pra mim proibição não afeta tanto, mas a galera precisa ter responsabilidade", recomenda. A opinião é compartilhada por Gustavo "Se a galera souber dosar, acho que pode liberar, com as restrições." 


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