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Estado de Minas Foragido

Homem que assassinou policial militar em 1997 é preso no Novo São Lucas

Na época, a morte do soldado foi estopim de uma revolta por parte da Polícia Militar


10/12/2020 21:45 - atualizado 10/12/2020 22:09

Glendyson Hércules de Moura foi assassinado em 7 de junho de 1997(foto: Reprodução)
Glendyson Hércules de Moura foi assassinado em 7 de junho de 1997 (foto: Reprodução)

O principal suspeito da morte do policial militar Glendyson Hércules de Moura Costa, do 16º BPM, ocorrida em 7 de junho de 1997, Domiciano Mendes foi preso, em sua casa, no Bairro Novo São Lucas, na início da noite desta quinta-feira (10/12). O crime aconteceu há 23 anos e o assassino tinha sido condenado em 2006 e estava foragido desde então.
 
Desde a morte de Glendyson, que foi o estopim de uma revolta pelos baixos salários na Polícia Militar, que Domiciano vinha sendo procurado. O crime aconteceu às 22h do dia 7 de junho. Seu mandado de prisão se esgotaria dentro de 20 dias. Ele é autor de vários roubos, em BH e no interior.

Dois homens, um deles Domiciano, anunciaram um assalto a três homens que estavam em frente a uma casa lotérica. Uma das vítimas conseguiu fugir, correndo à pé. Na fuga, ele deparou com a viatura da PM em que estavam Glendyson e o soldado Maurício Macedo, pedindo socorro. Imediatamente os policiais se dirigiram ao local do crime.

Lá chegando, os dois ladrões inciaram uma fuga à pé e os dois soldados sairam no encalço dos bandidos, que foram alcançados. No entanto, Domiciano atirou, atingindo Glendyson cinco vezes, que tombou morto. Maurício conseguiu pegar um dos ladrões, mas Domiciano conseguiu fugir. Desde então era procurado.

Por diversas vezes, a PM obteve informações sobre o paradeiro de Domiciano, no entanto, ele sempre conseguia fugir. Nesta quinta-feira, novamente chegaram informações sobre o paradeiro do criminoso.

Imediatamente foi montada uma operação, com sete policiais, major Rabelo, sargento Bahia, Tenente Mauro Lúcio, sargento Tavares, soldado Danilo e soldado Augusto Martins, foram enviados até a casa.

Segundo tenente Mauro, logo que chegaram, o suspeito apresentou documentos falsos. Foram questionamentos e ao mesmo tempo a Inteligência da PM investigava, encontrando semelhanças entre entre Domiciano e o homem que dizia ser outra pessoa.

Depois de um longo interrogatório, Domiciano acabou confessando, mas alegou que não foi ele o autor dos disparos, mas sim seu companheiro. Ele foi preso e levado para o Ceflan 3, no Barreiro.


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