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Estado de Minas SAÚDE

Prédio que PBH negocia saída de moradores deve ser nova sede de centro de saúde

Mais cedo, integrantes do Centro Estadual de Defesa de Direitos Humanos das Pessoas em Situação de Rua acompanhavam as negociações e reclamavam que a ação da prefeitura é arbitrária


24/11/2020 16:42 - atualizado 24/11/2020 17:33

Fiscais participam de negociação com os moradores (foto: Leandro Couri/EM/DA Press)
Fiscais participam de negociação com os moradores (foto: Leandro Couri/EM/DA Press)
O prédio em que fiscais da Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) e guardas municipais realizam uma ação de reintegração de posse na tarde desta terça-feira deve ser a nova sede do Centro de Saúde Carlos Chagas.

PBH negocia retirada de moradores de prédio no Centro da cidade  


A administração municipal informou que o imóvel localizado na Rua Guaicurus, 315, foi cedido pelo Governo Federal ao município. "Técnicos da Secretaria Municipal de Saúde têm realizado vistorias no imóvel, para verificar a estrutura e iniciar os estudos que subsidiarão o edital de contratação de projeto para futura implantação da unidade de saúde", informou a PBH, por meio de nota.

No local, moram cerca 12 pessoas há quatro meses. As equipes tentavam negociar a saída dos moradores. “O que nós queremos é moradia. Não adianta chegar aqui com propostas e não vermos o retorno. Estamos cansados de viver na rua sofrendo, sendo humilhados”, disse Joseilson Santos da Silva, um dos representantes da ocupação.

Equipes da Urbel, Subsecretaria de Fiscalização e Secretaria Municipal de Assistência Social, Segurança Alimentar e Cidadania foram ao local em negociação com os integrantes da ocupação para chegar a um acordo.

As 12 famílias desocuparam o prédio e foram encaminhadas para o Auxílio Pecuniário. Segundo a PBH, não houve confronto. "Foi oferecido Auxílio Pecuniário, no valor de R$ 500, às famílias. Essa quantia será recebida em caráter temporário, pelo período de seis meses. O auxílio poderá ser usado para ajudar no pagamento de uma moradia de aluguel ou contribuir para as despesas de quem optar por ficar em casa de parentes ou amigos", acrescentou a nota.

Mais cedo, integrantes do Centro Estadual de Defesa de Direitos Humanos das Pessoas em Situação de Rua acompanhavam as negociações e reclamavam que a ação da prefeitura é arbitrária.

(Com informações de Leandro Couri e Cristiane Silva)


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