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Estado de Minas SONEGAÇÃO

Ministério Público denuncia fundador da Ricardo Eletro por apropriação indébita

Empresário é acusado de sonegar R$ 14 milhões em Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) ao Estado de Minas Gerais


11/11/2020 19:02 - atualizado 11/11/2020 19:22

Empresário foi preso em julho na operação de combate à sonegação fiscal(foto: Gladyston Rodrigues/EM/D.A Press)
Empresário foi preso em julho na operação de combate à sonegação fiscal (foto: Gladyston Rodrigues/EM/D.A Press)
O empresário e fundador da Ricardo Eletro, Ricardo Nunes, foi denunciado nesta quarta-feira (11) pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) pelo crime de apropriação indébita tributária. Ao lado de outro empreendedor, ele é acusado de sonegar R$ 14 milhões em Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) ao Estado de Minas Gerais. 
 
 
Em julho, o empresário foi preso no estado de São Paulo na operação de combate à sonegação fiscal e lavagem de dinheiro no estado. A força-tarefa foi feita conjuntamente pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), pela Receita Estadual e pela Polícia Civil. A filha do empresário, Laura Nunes, também foi presa, mas foi liberada a pedido do Ministério Público, por ter contribuído com as investigações.

A operação recebeu o nome de "Direto com o dono". De acordo com as investigações, aproximadamente R$ 400 milhões em impostos foram sonegados. A empresa divulgou comunicado na época afirmando que estaria à disposição para contribuir nas investigações. 

A operação cumpriu também 14 mandados de busca e apreensão no estado, em São Paulo e Santo André. Em Minas , os mandados foram cumpridos em Belo Horizonte, Contagem e Nova Lima.

De acordo com a denúncia do Ministério Público, além de Ricardo, outros administradores da empresa também foram denunciados por sonegação fiscal entre 2012 e 2017. Segundo a denúncia do MPMG, a rede de varejo cobrava dos consumidores, embutido no preço dos produtos, o valor correspondente aos impostos, mas não fazia o repasse ao Estado, apropriando-se, portanto, do lucro ilícito.
 
Depois da operação, a rede apresentou um plano de recuperação judicial ao fechar suas lojas físicas em todo o país e demitiu seus funcionários.  A iniciativa tem como objetivo realizar o pagamento antecipado de crédito de trabalhistas de três mil empregados em até 12 meses. O processo corre na 1ª Vara de Falências e Recuperações de São Paulo. Vários imóveis estão sendo usados para acelerar o pagamento de credores com garantia real ou até sem garantia. 


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