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Estado de Minas ROMPIMENTO DA BARRAGEM

Pesquisadores vão trabalhar na retomada do setor agropecuário de Brumadinho e região

Oito pesquisadores e três técnicos agrícolas foram contratados com recursos da parceria firmada entre o governo de Minas e a Vale


11/11/2020 17:46 - atualizado 11/11/2020 18:28

Equipe recebida no Campo Experimental de Santa Rita, em Prudente de Morais(foto: Epamig/Divulgação)
Equipe recebida no Campo Experimental de Santa Rita, em Prudente de Morais (foto: Epamig/Divulgação)
A Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) recebeu os pesquisadores e técnicos agrícolas que vão trabalhar em ações de retomada das atividades agropecuárias de municípios mineiros afetados pelo rompimento da barragem da Mina Córrego do Feijão, em 25 de janeiro de 2019.

A contratação dos profissionais, pelo prazo de dois anos, faz parte de um acordo firmado entre a Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag) e a Vale.

O rompimento da barragem liberou cerca de 12 milhões de metros cúbicos de rejeitos em municípios da bacia do Rio Paraopeba. Os prejuízos causados à agricultura e à pecuária local ainda são sentidos, além da perda de centenas de vidas e dos imensos danos ambientais. O desafio dos profissionais contratados envolve, sobretudo, propor alternativas para a atividade agropecuária nas regiões atingidas.
 
A equipe é composta por oito pesquisadores e três técnicos agrícolas que vão ficar no Campo Experimental da Epamig em Prudente de Morais, município localizado a aproximadamente 100 km de Brumadinho. Os profissionais serão responsáveis por desenvolver projetos aplicados na área de piscicultura, bovinocultura, olericultura e floricultura.

O diretor de Operações Técnicas, Trazilbo de Paula, conta que a empresa possui duas frentes de atuação no acordo entre a Seplag e a Vale, para desenvolver pesquisas e atuar na transferência de tecnologias agropecuárias. A primeira é justamente a contratação de pesquisadores e técnicos. Já a segunda compreende o repasse de recursos para a execução dos projetos. 

Durante a realização das atividades, o diretor prevê a interação direta da Epamig com empresas privadas, associações de produtores e órgãos municipais. Haverá, ainda, contato direto com a Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais (Seapa) e suas vinculadas Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado (Emater-MG) e Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), além de outras instituições parceiras no desenvolvimento de pesquisas agropecuárias. 

"A Epamig vê a chegada desses profissionais como oportunidade de contribuir expressivamente no processo de retomada das atividades agropecuárias na região do Vale do Paraopeba, seja com a adaptação de tecnologias já existentes, seja com o desenvolvimento de novas tecnologias. Para esse trabalho esperamos uma forte interação dos nossos pesquisadores com as Secretarias de Agricultura dos municípios da região, com as prefeituras e demais instituições, associações e empresas", destaca.   

Potencial competitivo


Na tarde da última segunda-feira (9), os profissionais contratados se reuniram com a Diretoria-Executiva da Epamig em Belo Horizonte. No encontro, a presidente da empresa, Nilda Soares, destacou a importância do trabalho de pesquisa da empresa para recuperar o potencial competitivo da região de Brumadinho e oferecer novas fontes de renda para as famílias do Vale do Paraopeba.

A chefe da Epamig Centro-Oeste, Juliana Simões, afirma que todos os esforços serão feitos para que as tecnologias aplicadas pelos pesquisadores estejam de acordo com as reais necessidades dos moradores de Brumadinho e região. Juliana destaca, ainda, que as construções de projetos serão interativas e as participações de agricultores, empresários locais e instituições parceiras serão constantes.

"O trabalho que faremos com os municípios e as famílias atingidas pelo rompimento da barragem é um trabalho muito nobre e de muita responsabilidade. Temos plena consciência disso. Uma das metodologias que vamos utilizar será a implantação de Unidades Demonstrativas nos municípios, sempre com respeito à diversidade dos agricultores e suas propriedades, bem como às tradições locais de clima, solo e culturas", afirma.

As ações serão divulgadas nos canais de comunicação da empresa, ao longo dos meses, que é vinculada da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais (Seapa).
 
*Estagiária sob supervisão da editora-assistente Vera Schmitz


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