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Estado de Minas INVESTIGAÇÃO

Polícia esclarece assassinato de homem que morreu no lugar do irmão

Expectativa é de que com essas prisões outros dois homicídios sejam esclarecidos


11/11/2020 16:36 - atualizado 11/11/2020 18:34

Delegado Alexandre Fonseca e delegada Letícia Gamboge (foto: PCMG/Divulgação )
Delegado Alexandre Fonseca e delegada Letícia Gamboge (foto: PCMG/Divulgação )
O assassinato de Danilo Arcanjo de Almeida Camargo, de 20 anos, ocorrido na Vila Cemig, no Barreiro, em 11 de agosto do ano passado, foi esclarecido com a prisão de oito dos envolvidos, sendo sete adultos e um menor. O crime, cometido a mando do tráfico de drogas, foi um recado para o irmão da vítima, principal objetivo de uma gang. É o típico caso do 'justo pagando pelo pecador'.


Segundo o delegado Alexandre Fonseca, da Delegacia de Homicídios do Barreiro, a Vila Cemig é um ponto de disputa de duas gangues do tráfico de drogas. O irmão da vítima, que está preso, é integrante de uma delas, mas, ao ser preso, teria quebrado regaras do tráfico.

A gangue rival decidiu, então, por sua morte. No entanto, como estava preso, resolveram pegar o irmão da vítima, que já havia escapado, há cerca de 20 dias antes, de um atentado.

Para executar o crime, os traficantes contrataram um “guia”, como é chamada a pessoa que orienta os passos da vítima. que era um vizinho de Danilo.

Mas foi, segundo o delegado Alexandre, a partir de um vídeo gravado pelo guia, que a polícia conseguiu identificar e prender os autores. “No dia do crime, o guia foi encarregado de filmar toda a ação, que seria enviada ao 'patrão', o chefe da gangue, para comprovar o serviço executado."

“Mas esse guia acabou sendo ferido, pelo fogo amigo, com uma arma calibre 12, que espalha chumbo. Ele foi atingido nas nádegas e na perna esquerda. Depois disso, foi até sua casa, trocou-se e foi para um posto de saúde, onde acabou sendo identificado. Era um preso que teve direito a uma saída temporária. Assim, ele foi devolvido ao presídio e lá, identificado, a informação foi passada à polícia”, diz o delegado.

Mais crimes

O delegado explica que foram presos oito integrantes da quadrilha. “Eles não são da Vila Cemig, mas sim de Ibirité”, diz. Os criminosos foram contratados para esse serviço, mas ele acredita que o grupo tenha cometido pelo menos mais dois homicídios na região da Vila Cemig e Vila Bernadete, ambos com a motivação do tráfico de drogas.

“Existe uma ligação muito forte entre gangues da Vila Cemig, Vila Bernadete e Vila Cardoso, embora na primeira haja uma forte disputa pelo ponto”, diz Letícia Gamboge, delegada-geral de Homicídios da Polícia Civil, que acredita que a criminalidade na região cairá bastante. “Já são 59 dias sem um homicídio sequer.”


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