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Estado de Minas BARULHO

Baile funk tira o sossego de moradores do Bairro São Lucas nesta segunda

Festa começou por volta de meia-noite e só parou com o raiar do dia, depois da intervenção da Polícia Militar


02/11/2020 17:28 - atualizado 02/11/2020 18:21

(foto: Reprodução/ Google Street View)
(foto: Reprodução/ Google Street View)

Os moradores do Bairro São Lucas viveram mais uma noite de terror, por conta de um baile funk, na madrugada desta segunda-feira (2), que durou até o amanhecer. Esse tipo de evento já se tornou rotina nos finais de semana. O volume alto da música gerou reclamações junto à Polícia Militar, a partir das 5h. Foram inúmeras ligações para o Copom.

Segundo o grupo de moradores, que conversa via WhatsApp, o barulho virou um sofrimento. O problema maior, para alguns, é o fato de ter idosos e parentes doentes em casa e, na maioria dos casos, crianças, que são acordadas pelo som alto.

Muitas vezes, o medo de retaliações faz com que eles não denunciem. “Se eles passarem que fui eu quem reclamou ou se alguém me denunciar para os traficantes?” É o que diz C., de 62 anos, que fala em falta de respeito. “Não é possível que acham que todo mundo é obrigado a ouvir essa música, ainda mais nessa altura."

“Se aqui embaixo na Rua Rio Doce, moro logo no começo, a música parece que está dentro de casa, imagino na casa de quem mora lá em cima. Deve estar uma loucura!!!”, diz a moradora A., de 42 anos. “Está alta, mas já esteve pior outras vezes”, reclama outra moradora.

Além do Bairro São Lucas, o problema se estendeu para o Bairro Funcionários. “Se alguém estiver acordado, eu estou ouvindo um baile funk que parece que vem daí. Mas estou na região hospitalar.” O comentário é de F., de 38 anos, que mora atrás do Hospital da Santa Casa. “É daí mesmo?”, completa.

“Infelizmente, é daqui mesmo”, responde outro morador, que diz que pela primeira vez se sentiu incomodado. “Meu Deus, eu nunca tinha chegado a ouvir, moro bem mais abaixo da Rio Doce.”

Outro morador, E., de 49 anos, lembra que a lei não é cumprida. “Nunca vi e ouvi falar nessa tal lei do silêncio no Brasil. Impossível dormir. Lamentável. Não respeitam ninguém nesse país. Cadê o direito do cidadão? Estou chocada”, diz M., que conta que por causa desse tipo de baile, não consegue vender seu apartamento. 

Em claro 

O certo é que os moradores passaram a noite em claro. Somente no final da madrugada, depois do deslocamento de viaturas é que o barulho cessou. Segundo informações do 190, o baile aconteceu na Rua Salutares, na entrada da favela Morro do Pau Comeu.
 


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