Publicidade

Estado de Minas Estação chuvosa

Chuvas: Prefeitura de BH diz que pandemia não afetou datas de obras

Projetos para prevenção de enchentes não pararam, apesar da crise na saúde, afirma município. Apenas um deles, no entanto, deve ser concluído antes do 2° semestre de 2021


19/10/2020 06:00 - atualizado 19/10/2020 09:30

Prefeitura da capital faz obras na Avenida Vilarinho, em Venda Nova, área vulnerável a inundações durante a temporada de chuvas(foto: Leandro Couri/EM/DA Press)
Prefeitura da capital faz obras na Avenida Vilarinho, em Venda Nova, área vulnerável a inundações durante a temporada de chuvas (foto: Leandro Couri/EM/DA Press)
Nos últimos dois anos, a Prefeitura de Belo Horizonte anunciou projetos ambiciosos para a contenção de enchentes na cidade. A grande maioria das obras, no entanto, não será concluída antes do segundo semestre de 2021. Algumas ainda não têm data para sair do papel. É o caso das intervenções na Avenida Vilarinho anunciadas pelo município em 8 de setembro. Um convênio assinado na ocasião pela PBH com a Caixa Econômica Federal, de R$ 200 milhões, prevê a construção de duas bacias de contenção de inundações na via, que acompanha o córrego de mesmo nome, e na Rua Doutor Álvaro Camargos.

A Secretaria de Obras e Infraestrutura de BH calcula que as estruturas (dois reservatórios de 34 metros de profundidade) vão absorver 50% do volume de água que atinge a localidade durante as chuvas de verão. A licitação deve sair em dezembro, mas os trabalhos não têm data para começar. É a terceira vez em dois anos que são anunciadas obras contra inundações na região. Pouco mais de um mês antes do temporal de janeiro, foi prevista a construção de caixa de captação  de águas no entroncamento entre as avenidas Vilarinho, Álvaro Camargos e Marçon Ribeiro. Com área de 2,8 mil metros quadrados e quatro metros de profundidade, a estrutura, semelhante a uma piscina, terá capacidade para absorver 10 milhões de litros de água. Segundo previsões da própria PBH, no entanto, a empreitada deve ser concluída em 2021, após o período chuvoso.

O primeiro anúncio de obras do prefeito para a região ocorreu em outubro de 2018, quando as tempestades causaram duas tragédias: a morte de uma jovem arrastada pela enxurrada, próximo à galeria da Rua Doutor Álvaro Camargos, e o afogamento de mãe e filha dentro do carro, também nos arredores da galeria. O projeto incluía a construção de túneis para dar vazão à água empoçada, mas acabou descartado, pois apresentava erros.

"A COVID não atrapalhou em nada o andamento das obras que estavam em execução, a manutenção da cidade e os empreendimentos planejados"

Henrique Castilho, chefe da Superintendência de Desenvolvimento da Capital (Sudecap)



Em resposta ao Estado de Minas, a Prefeitura de BH mapeou obras complexas de prevenção a enchentes, concentradas nos principais córregos da cidade (veja quadro). Entre todas as propostas, a única com previsão de conclusão ainda este ano é o alargamento do canal do Córrego Ressaca, na avenida Heráclito Mourão de Miranda, na Pampulha. Estima-se que a pandemia não vá atrasar o planejamento traçado até então pelo poder público.

“A COVID-19 não atrapalhou em nada o andamento das obras que estavam em execução, a manutenção da cidade e os empreendimentos planejados. Demos início a obras importantíssimas de prevenção de enchentes, como a segunda etapa da Vilarinho, a bacia das Indústrias e Olaria/Jatobá, no Barreiro. Conseguimos licitar empreendimentos dentro dos protocolos de segurança das autoridades de saúde”, garante Henrique Castilho, chefe da Superintendência de Desenvolvimento da Capital (Sudecap).

Principais intervenções em curso em BH


1) Córrego Ressaca (Pampulha)

» Projeto: Obra iniciada em maio inclui a segunda etapa do alargamento do canal do córrego na Avenida Heráclito Mourão de Miranda. O trecho tem aproximadamente 140 metros, entre as ruas Felício dos Santos e Colonita, no Bairro Bandeirantes.
» Custo: Não informado
» Previsão de término: Segundo semestre de 2020.

2) Córregos Olaria e Jatobá (Barreiro)

» Projeto: intervenções começaram em julho e incluem tratamento de fundo de vale dos córregos, com implantação de bacia de detenção de cheias com capacidade de 110 mil metros cúbicos. A obra está concentrada nas ruas Primordial, Belo Perone e Olaria do Barreiro e nas avenidas Senador Levindo Coelho e Waldir Soeiro Emrich.
» Custo: R$ 18 milhões
» Previsão de término: Segundo semestre de 2021.

3) Córregos do Nado, Lareira e Marimbondo (Venda Nova)

» Projeto: Iniciadas há um ano no Córrego do Nado e seus afluentes – os córregos Marimbondo e Lareira – obras compõem o pacote de prevenção de enchentes na Avenida Vilarinho e entorno. A Sudecap faz tratamento de fundo de vale e contenção de cheias dos cursos d’água.
» Custo: R$ 40 milhões
» Previsão de término: Fim de 2021

4) Bacia das Indústrias (Ribeirão Arrudas - Avenida Teresa Cristina)

» Projeto: Iniciada em abril, a intervenção inclui a construção da bacia de detenção no Bairro das Indústrias. A estrutura, com capacidade de armazenamento de 120 milhões de litros de água, dará vazão ao excesso de água durante as chuvas, evitando assim que Ribeirão Arrudas fique sobrecarregado e transborde.
» Custo: R$ 28,9 milhões
» Previsão de término: Não informada

5) Córrego Leitão (Avenida Cristiano Machado)

» Projeto: Primeira fase de execução prevê otimização do sistema de macrodrenagem da bacia do Ribeirão do Onça, na Região Nordeste, para amenizar enchentes na região da Avenida Cristiano Machado.
» Custo: Não informado
» Término: Sem previsão

6) Córrego Mangueira (Novo São Lucas)

» Projeto: Obra contempla implantação de redes coletoras de esgoto ao longo do córrego,m entre o Beco Piano e a Rua Doutor José Severino, no Bairro Novo São Lucas, Leste de BH. Planejamento abrange tratamento das margens do curso d'água, com remoção de 25 imóveis.
» Custo: R$ 3 milhões
» Previsão de término: Não informado


receba nossa newsletter

Comece o dia com as notícias selecionadas pelo nosso editor

Cadastro realizado com sucesso!

*Para comentar, faça seu login ou assine

Publicidade