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Estado de Minas PANDEMIA

BH chega a 1.360 mortes e 44.856 casos de COVID-19

Foram 19 vidas perdidas pela doença desde sexta-feira (9). Taxa de transmissão continua na zona de alerta


13/10/2020 18:03 - atualizado 13/10/2020 18:21

Aglomeração de pessoas aumentou em BH após flexibilização do comércio. Na foto, a Feira de Arte e Artesanato da Avenida Afonso Pena, no Centro da capital(foto: Leandro Couri/EM/D.A Press - 27/09/2020)
Aglomeração de pessoas aumentou em BH após flexibilização do comércio. Na foto, a Feira de Arte e Artesanato da Avenida Afonso Pena, no Centro da capital (foto: Leandro Couri/EM/D.A Press - 27/09/2020)

 

Depois de três dias sem divulgar boletins epidemiológicos da COVID-19, justamente por causa do fim de semana e do feriado do Dia das Crianças, a Prefeitura de BH informou nesta terça-feira (13) que a cidade chegou a 1.360 mortes pela virose. Com isso, 19 vidas foram perdidas em relação ao levantamento anterior, publicado nessa sexta (9).

 

De acordo com o balanço, o número de casos da doença em BH é de 44.856: 2.357 em acompanhamento e 40.656 recuperados, além dos 1.360 mortos. São 502 diagnósticos confirmados a mais que na sexta.

 

E o número de óbitos pode aumentar, já que a Saúde municipal ainda investiga 91 mortes pela doença. Com isso, o total de vidas perdidas pode chegar a 1.451.

 

Único indicador ainda na fase de alerta, o número médio de transmissão da COVID-19 por infectado caiu em BH: de 1,06 para 1,02 no comparativo entre os últimos dois levantamentos.

 

Ainda assim, o índice permanece na fase de alerta, além de 1. O chamado fator RT está nesta condição desde o último dia 5.

 

O fator RT é um dos indicadores primordiais para a tomada de decisão da prefeitura quanto às flexibilizações do comércio da cidade durante a pandemia do coronavírus.

 

O Executivo municipal também leva em consideração as taxas de ocupação dos leitos de UTI e de enfermaria para COVID-19.

 

 

 

No boletim desta terça, a prefeitura informa que 38,7% das UTIs estão em uso. Já as enfermarias estão em 32,4%.

 

Dessa maneira, os dois indicadores se mantêm na fase controlada, abaixo dos 50%. Isso acontece desde 10 de setembro em BH.

 

Vale lembrar que a situação dos leitos chegou a ser crítica na cidade, acima dos 90%.  

 

Perfil das vítimas

 

 

No levantamento por regionais, a Noroeste é aquela com o maior número de mortes: 170, uma a mais que a Oeste. Na sequência, aparecem Nordeste (166), Venda Nova (163), Leste (154), Barreiro (150), Norte (136), Centro-Sul (125) e Pampulha (127).

 

Entre as pessoas que morreram vítimas da COVID-19 em Belo Horizonte, 759 são homens e 601 mulheres. A maioria dos óbitos, 82,7% (1.125), é formada por idosos. Outros 14,8% (201) tinham entre 40 e 59 anos; e 2,4% (33) entre 20 e 39 anos.

 

Há, ainda, uma morte registrada de um menor de idade, entre 10 e 14 anos.

 

Quanto à raça/cor, 49,5% das pessoas diagnosticadas com casos graves eram pardas, 27,3% brancas, 9,3% pretas, 0,8% amarelas e 0,1% indígenas. De acordo com a PBH, 13% não tem raça/cor especificada ainda.

 

Além disso, 97,5% dos óbitos são de pessoas com fator de risco, segundo a prefeitura. Apenas 34 mortes sem comorbidades: 29 homens e cinco mulheres. A idade, cardiopatia, diabetes, pneumopatia, obesidade, nefropatia e doenças neurológicas são as comorbidades mais comuns.


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