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Estado de Minas Protocolos de segurança

COVID-19: saiba as maneiras de se evitar o contágio na volta às aulas presenciais

Médico e psicopedagoga abordaram cinco pontos cruciais que devem ser adotados pelas escolas para a retomada ser feita com segurança


01/10/2020 19:38 - atualizado 01/10/2020 20:53

Escolas já estão colocando em prática os protocolos de segurança para um possível retorno às aulas(foto: Reprodução/Pixabay)
Escolas já estão colocando em prática os protocolos de segurança para um possível retorno às aulas (foto: Reprodução/Pixabay)
Desde março, devido a pandemia da COVID-19, escolas estão fechadas e sem nenhuma previsão de reabertura. O retorno às aulas presenciais é pauta de muitas discussões e a incerteza ainda é viva. No entanto, o que se sabe é que quando as aulas retornarem, diversos protocolos serão aderidos a fim de evitar o contágio do novo coronavírus e garantir a segurança de estudantes, professores e pais.
Instituições de ensino de Belo Horizonte já começaram a implantação de medidas para o combate à pandemia. Sem retorno previsto, visam preparar o ambiente para receber os alunos quando as aulas presenciais voltarem. 

Quais as medidas?
 
Divisão das turmas: Em um contexto normal, o convívio entre alunos da mesma turma é rotina. Afinal, o contato mais próximo é de extrema importância para o desenvolvimento dos alunos, sobretudo, dos mais novos e os que possuem dificuldades no aprendizado. Porém, evitar o contato dos alunos é a solução encontrada para diminuir as chances de infecção. O distanciamento também auxilia no processo de isolamento de alunos que porventura estejam contaminados, evitando assim, um surto na instituição.
 
“As crianças de uma mesma classe fazem tudo juntas, almoçam juntas, estudam, brincam, mas nós as separamos das demais turmas e organizamos a rotina escolar para que elas não dividam o mesmo ambiente com os outros grupos”, afirma o Dr. Ricardo Cabral, médico e CEO do programa EuSaúde Educação.

Telemedicina: O uso dessa ferramenta tecnológica traz um retorno eficaz nos cuidados contra a COVID-19. As escolas que já adotaram esse sistema aprovaram, pois possibilita um atendimento de forma segura e sem a necessidade do comparecimento presencial em uma unidade hospitalar. “Uma equipe de médicos pode realizar um teleatendimento na hora caso um estudante esteja com sintomas. A avaliação é feita por vídeo e o professor é orientado sobre como deve agir. Caso seja necessário, o paciente é encaminhado para um atendimento presencial. Com essa tecnologia é possível detectar casos suspeitos da Covid-19 rapidamente”, afirma Dr. Ricardo.

Apoio psicológico: A psicopedagoga e conselheira municipal de educação de Belo Horizonte Fernanda Sobreira, alerta que as escolas precisam estar preparadas para receber alunos com o psicológico abalado. O fato dos estudantes estarem há mais de seis meses sem aulas presenciais, fez com que muitos desenvolvessem perda de ritmo, estresse e insegurança. “Todos precisarão também se reorganizar em termos afetivos. Esse é o momento de compartilhar vivências e criar espaços para isso. A escola deve se preocupar com a acolhida dos seus alunos e seus profissionais”, ressalta.
 
Disse ainda que a maneira mais eficiente de apoiar os alunos é através do
teleatendimento. Esse recurso viabiliza um atendimento seguro, individual ou em grupo, de alunos que apresentarem algum sintoma de estresse psicológico.

Mudanças de hábito: A rotina das escolas e o modelo de ensino sofrerão mudanças para evitar o contágio. A estratégia analisada foi a de suspender a circulação dos professores em turmas distintas. Se antes da pandemia um professor aplicava aulas em diversas turmas por dia, hoje uma das opções é que todo o conteúdo semanal de uma matéria seja ministrado em um único dia por turma, reduzindo a exposição.
 
Vale ressaltar que essa medida está direcionada para os ensinos fundamental e médio, tendo em vista que, no ensino infantil, as turmas recebem aulas por um único docente. A entrada dos alunos também deve ser diferente na retomada. Em vez de receber todos os alunos de uma única vez, a escola deve estabelecer um horário de entrada para cada turma para que não haja contato entre os estudantes. E todos os alunos devem usar máscara, higienizar as mãos e evitar aglomerações no ambiente escolar.

Orientação familiar: É necessário que as instituições estreitem o contato com as famílias dos estudantes para orientá-las quanto às medidas de prevenção à COVID-19. As famílias têm um papel essencial, pois cabe a elas, principalmente, ensinar os filhos a se protegerem durante a pandemia. 
 
“A parceria entre família e escola deve ocorrer com muita clareza e comprometimento de ambas as partes”, conclui a psicopedagoga Fernanda Sobreira.

* Estagiário sob supervisão da subeditora Ellen Cristie.


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