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Estado de Minas COVID 19

Reabertura imediata das escolas é recusada por prefeitos do Norte de Minas

Em reunião realizada pela Amams, de toda a região, somente a prefeitura de São Francisco manifestou desejo de volta das aulas presenciais


25/09/2020 11:19 - atualizado 25/09/2020 12:17

(foto: Luiz Ribeiro/EM/D.a Press - 20/9/18)
(foto: Luiz Ribeiro/EM/D.a Press - 20/9/18)


As prefeituras do Norte de Minas, por imensa maioria, decidiram não retornar imediatamente com as aulas presenciais, autorizada pelo Governo do Estado. A Associação dos Municípios da Área Mineira da Sudene (Amams) informou que, em reunião por videoconferência com os secretários municipais de educação da região, realizada na manhã desta sexta-feira (25), apenas uma prefeitura optou pela reabertura imediata das escolas: a de São Francisco.   

 

O Norte de Minas é a única a região do estado autorizada pelo governo de  Minas a retomar as aulas a partir de 5 de outubro, por estar na onda verde do Programa Minas Consciente. A região abrange 86 municípios. A maioria deles é filiada à Amams.

Conforme adiantou o Estado de Minas, os prefeitos norte-mineiros ficaram apreensivos em relação às consequências que a reabertura das escolas agora poderia acarretar, não somente por conta dos riscos de contaminação do coronavirus (COVID-19), mas também por possíveis impactos que o fato poderá causar nas eleições municipais. Muitos deles são candidatos ou apoiam nomes que concorrem ao comando das prefeituras. 


A coordenadora do Departamento de Educação da Amams, Neiva de Cássia de Jesus, salienta que uma das dificuldades das prefeituras é o custeio das medidas de adaptação dos prédios escolares e a compra de materiais de higiene de outros insumos para prevenir o contágio do vírus pelos alunos em um momento em que sofrem com a queda do Fundo de Participaçao dos Municípios (FPM). 

 

“A gente sabe dos prejuízos da falta da aula presencial para os alunos. Queremos a volta das atividades presenciais nas escolas, mas que esta volta seja feita com segurança”, assegura Neiva de Cássia.

 

Única exceção na região, a prefeitura de São Francisco defende seu posicionamento: "Temos que tentar fazer alguma coisa para a volta das aulas (presenciais). Não podemos ficar parados, apenas esperando pela vacina. A vida precisa voltar ao normal, dentro daquilo que podemos fazer", diz Alberth Monção, secretário municipal de São Francisco. As aulas na cidade, para os cerca de 4,8 mil alunos da rede municipal, retornam no dia 5 de outubro.



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